26 de Março de 2008 / às 11:24 / 9 anos atrás

PANORAMA1-Inflação e fim das conversas Vale-Xstrata no radar

SÃO PAULO, 26 de março (Reuters) - O mercado financeiro amanhece nesta quarta-feira com a informação de que, sem acordo, a Vale VALE5 encerrou as conversas para aquisição da Xstrata e com mais duas novas leituras de inflação.

Apesar de avaliar que a conjuntura doméstica parece indicar mais chance de aperto monetário, a consultoria LCA acredita que as projeções de inflação do mercado permanecerão acomodadas.

Entre os fatores que justificam essa visão estão "o bom comportamento dos índices de inflação ao consumidor" e "a avaliação de que as próximas leituras dos indicadores de utilização de capacidade instalada na indústria deverão revelar uma descompressão mais evidente", apontou a LCA em relatório.

O IPCA-15 de março deve mostrar desaceleração para 0,27 por cento, enquanto a perspectiva para a terceira quadrissemana do IPC-Fipe é de inflação de 0,25 por cento.

Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, apresenta um panorama sobre a economia do país e os mercados financeiros.

COMMODITIES E ENERGIA

A Vale anunciou na véspera que não conseguiu um acordo para comprar a mineradora Xstrata, num acordo que seria pago em dinheiro e ações. Os papéis da brasileira devem repercutir a notícia na Bolsa de Valores de São Paulo.

Depois de interromper três sessões consecutivas de queda na terça-feira, fechando em alta com um dólar enfraquecido, o preço do petróleo na Nymex pode voltar a ser pressionado por um aumento dos estoques semanais dos Estados Unidos.

Uma pesquisa da Reuters com analistas indica crescimento dos estoques semanais de petróleo do país em 1,7 milhão de barris.

Por outro lado, a commodity pode ficar sujeita a novas altas à medida que alguns analistas vêem investimentos voltando para commodities.

Os grãos negociados em Chicago, por exemplo, fecharam com forte avanço. A soja teve limite de alta pelo segundo dia seguido e o milho também fechou com a variação máxima permitida.

Veja como encerraram os principais ativos na terça-feira:

CÂMBIO BRBY

O dólar terminou a 1,732 real, em baixa de 0,86 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 3,225 bilhões de dólares.

BOLSA .BVSP

O Ibovespa avançou 2,38 por cento, a 61.234 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,62 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS .BR20

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 3,11 por cento, aos 35.645 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fechou em alta na BM&F. O DI janeiro de 2009 caiu a 12,20 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 subiu a 13,23 por cento.

GLOBAL 40 BRAGLB40=RR

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, avançava para 133,813 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,39 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS 11EMJ

No final da tarde, o risco Brasil subia 1 ponto, a 274 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 296 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones .DJI recuou 0,13 por cento, a 12.532 pontos. O Nasdaq .IXIC subiu 0,61 por cento, para 2.341 pontos. O índice S&P 500 .SPX teve alta de 0,23 por cento, aos 1.352 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS US10YT=RR

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento recuava para 3,51 por cento no final da tarde ante 3,56 por cento na segunda-feira.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

Por Daniela Machado e Roberto Samora; Edição de Vanessa Stelzer

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