December 26, 2007 / 10:56 AM / 10 years ago

China reitera promessa sobre segurança e reforma energéticas

4 Min, DE LEITURA

Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - A China reiterou, em um documento, sua promessa de rever a oferta e os preços de energia e de promover um crescimento mais limpo, embora dê poucas explicações sobre as medidas para isso.

O país, segundo maior consumidor mundial de petróleo, precisa de contratos de fornecimento de longo prazo para reduzir a necessidade de fazer negociações de última hora no mercado, segundo o documento intitulado "As Condições e Políticas Energéticas da China".

A China importa quase metade do petróleo que consome, sendo que mais de 60 por cento das importações vêm de contratos com exportadores como Arábia Saudita, Irã e Rússia, segundo operadores do setor.

"A China vai, passo a passo, alterar a atual situação de dependência em relação ao petróleo bruto comercializado no mercado spot, incentivar a assinatura de contratos de fornecimento de longo prazo com empresas estrangeiras e promover a diversificação dos canais de comercialização", segundo o documento.

O texto repete também o compromisso de liberalizar os preços de energia e adotar mais medidas fiscais contra o desperdício. Mas, temendo alimentar a inflação, o governo deve manter estáveis os preços dos combustíveis e da eletricidade.

Em geral, a China reluta em discutir políticas energéticas internacionais, apesar do comércio com países isolados pelo Ocidente, como Sudão e Irã.

As autoridades também rejeitam a noção de que a forte demanda chinesa teria sido decisiva para que o barril do petróleo se aproximasse de 100 dólares.

Mas o documento aparentemente admite que as flutuações dos mercados internacionais tornam o crescimento econômico e a oferta energética cada vez mais indissociáveis, e que não é mais possível ignorar inteiramente a diplomacia energética.

"A comunidade internacional deve trabalhar para manter a estabilidade nos países produtores e exportadores de petróleo, especialmente os do Oriente Médio", acrescentou o documento.

Embora os setores mais estratégicos continuem sob controle estatal, o documento estimula investimentos estrangeiros, tecnologias "limpas" de carvão e o desenvolvimento de recursos não-convencionais. Cita também o apoio da China à produção de um combustível líquido de carvão, criticado por ambientalistas.

"(A China) vai incentivar pesquisas, desenvolvimento e difusão das tecnologias limpas de carvão e acelerar a pesquisa e a demonstração de combustíveis líquidos substitutos", afirma o documento.

A mudança climática é tratada como prioridade do governo, mas o documento não cita detalhes.

A China deve se tornar rapidamente o maior emissor mundial de gases do efeito estufa, o que deixa o país sob pressão internacional para adotar restrições. O país já sofre alguns efeitos da mudança climática, como a redução das reservas per capita de água, secas no norte e inundações no sul.

O texto cita também a necessidade de conter a poluição atmosférica em geral.

Reportagem adicional de Chen Aizhu

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