Rio Tinto diz que rejeição à BHP está apenas em preço

quarta-feira, 26 de março de 2008 07:59 BRT
 

Por James Regan

MELBOURNE, Austrália, 26 de março (Reuters) - A Rio Tinto (RIO.AX: Cotações) informou que apenas o preço está por trás da rejeição da companhia à oferta de compra feita pela rival BHP Billiton no valor de 147 bilhões de dólares. Apesar disso, a companhia alerta que mineradoras correm o risco de ficar muito grandes em meio ao frenesi de fusões e aquisições.

O presidente-executivo da Rio Tinto, Tom Albanese, tem há tempos argumentado que a oferta de 3,4 ações da BHP por cada ação da Rio Tinto estava muito longe do que a companhia valia, mas também insistia que o melhor era a Rio Tinto continuar buscando seus próprios meios de crescimento.

"Nestas fortes condições de mercado e negócios, não é difícil ver diferentes valores nessas fusões", disse Albanese, durante almoço com jornalistas na Austrália, nesta quarta-feira.

"Rejeitamos a proposta da BHP estritamente com base no valor", disse Albanese, acrescentando que em algum momento mineradoras correm o risco de perder ganhos de eficiência se crescerem muito.

Analistas citaram que o fracasso nas negociações da Vale (VALE5.SA: Cotações) para comprar a anglo-suíça Xstrata XTA.L aconteceu por motivo de diferenças de preços.

Alguns analistas avaliaram a Xtrata em 90 bilhões de dólares. Esse valor deixaria um eventual acordo atrás apenas de uma união da BHP com a Rio.

O presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli, afirmou que as negociações para a compra da Xstrata colapsaram porque ambos os lados não concordaram com direitos futuros de comercialização de minérios.

Mas uma fonte com conhecimento direto das discussões informou que o preço foi o motivo principal para que um acordo fosse abandonado.

Albanese, que se recusou a discutir a fusão com a executivos da BHP, disse que está focado em definir cerca de 10 bilhões de dólares em prometidas vendas de ativos este ano e outros 5 bilhões de dólares depois disso para ajudar a financiar o custo da compra da canadense Alcan feita no ano passado por 39 bilhões de dólares.

(Por James Regan)