Lucro da Rio Tinto surpreende e aumenta 55% no 1o semestre

terça-feira, 26 de agosto de 2008 08:27 BRT
 

Por Sonali Paul

MELBOURNE, 26 de agosto (Reuters) - A mineradora Rio Tinto (RIO.AX: Cotações) divulgou um crescimento, maior que o esperado, de 55 por cento em seu lucro no primeiro semestre, impulsionado pela aquisição da Alcan e pela forte demanda chinesa por minérios industriais.

Ao mesmo tempo em que economistas estão reduzindo suas estimativas para os preços das commodities, a Rio Tinto (RIO.L: Cotações), assim como sua concorrente BHP Billiton (BHP.AX: Cotações)(BLT.L: Cotações), está confiante na continuidade do ciclo de valorização das commodities.

"Enquanto o mercado de ações está focado nos riscos de baixa (dos preços das commodities), nós acreditamos em que há um potencial de valorização, baseado no contínuo fortalecimento da demanda por commodities, no patamar baixo dos estoques e na oferta, que continua a enfrentar várias restrições", disse o presidente da Rio Tinto, Paul Skinner, em uma teleconferência de Londres nesta terça-feira.

"O grupo continua a ter um forte desempenho e a perspectiva ainda é positiva", disse.

O lucro recorrente, excluindo itens extraordinários, aumentou para 5,474 bilhões de dólares no primeiro semestre, frente a 3,529 bilhões um ano antes. Os analistas esperavam, em média, um lucro menor, de 5,133 bilhões de dólares, de acordo com a Reuters Estimates.

A empresa aumentou o valor de seus dividendos do semestre em 31 por cento, para 0,68 dólar por ação e reafirmou que vai aumentar em no mínimo 20 por cento o pagamento dos dividendos anuais de 2008 e 2009.

O resultado semestral da Rio Tinto foi fortalecido pelos ganhos operacionais da divisão de minério de ferro, que praticamente triplicaram para 2,9 bilhões de dólares, com perspectivas ainda mais fortes graças ao aumento recente dos preços para os consumidores.

A BHP divulgou na semana passada um crescimento de 30 por cento em seu lucro líquido, que somou 9,37 bilhões de dólares no primeiro semestre.

A Rio Tinto está se protegendo contra uma oferta de aquisição de 150 bilhões de dólares, apresentada pela BHP, sua maior concorrente.

A BHP aguarda um aval do orgão que regulamenta a concorrência na Austrália, que deve sair em outubro, e da Comissão Européia, em dezembro, para lançar formalmente sua oferta.