26 de Fevereiro de 2008 / às 21:00 / 9 anos atrás

Confiança e inflação elevam temor de estagflação nos EUA

Por Burton Frierson

NOVA YORK (Reuters) - A confiança do consumidor norte-americano caiu para seu pior nível em cinco anos neste mês à medida que um pressionado mercado de trabalho ajudou a criar a expectativa mais pessimista sobre o futuro em 17 anos, enquanto a inflação em alta entre os produtores no início do ano atiçou os temores de uma estagflação.

Outros dados divulgados nesta terça-feira também mostraram más notícias sobre o mercado imobiliário. O colapso nos preços dos imóveis acelerou para um ritmo recorde no quarto trimestre de 2007, com os preços despencando 8,9 por cento no ano passado, segundo o índice de preço de imóveis norte-americanos do S&P/Case-Shiller.

Um relatório do governo mostrou que os preços ao produtor subiram 1 por cento em janeiro puxados pelos custos crescentes da energia registraram a maior alta em 12 meses em mais de 26 anos, quando os Estados Unidos enfrentaram pela última vez um período de estagflação, com baixo crescimento e alta inflação. O Conference Board disse que seu índice sobre a confiança do consumidor caiu para 75,0 em fevereiro, significativamente pior do que os economista previam e o mais baixo em cinco anos. O índice de expectativa do Conference Board caiu para 57,9 --menor nível em 17 anos.

"Parece que não há confiança em uma economia em que a inflação está saindo do controle", disse Andrew Brenner, analista de mercado na MF Global em Nova York.

"Este é um cenário clássico de estagflação."

A deterioração do sentimento foi marcante em todo o relatório.

Foi a maior queda mensal nos índices de confiança do consumidor e de sua expectativa desde setembro de 2005, logo após o furacão Katrina. O índice da situação atual viu sua maior queda desde outubro de 2001, última vez que Estados Unidos estiveram em recessão.

A queda de 8,9 por cento ano a ano no índice S&P/Case-Shiller foi a maior em seus 20 anos de história e veio à medida que o setor imobiliário foi pressionado por um enorme estoque de imóveis à venda, elevando o número de execuções de hipotecas e apertando as condições de crédito.

Em comparação, durante a recessão imobiliária de 1990/91 a taxa anual teve sua maior queda em 2,8 por cento.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below