Plano da Energias do Brasil para biomassa inclui fatia em usinas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 15:23 BRT
 

Por Renata de Freitas

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Energias do Brasil, por meio de uma nova empresa para energias renováveis, a Enernova, vai ingressar no mercado de geração de energia por biomassa (bagaço da cana) como sócia minoritária em usinas a serem construídas no país.

A estratégia do grupo, controlado pela Energias de Portugal, é criar o negócio do zero em parceria com um produtor agrícola que também não atua ainda no segmento canavieiro. A proposta em discussão é converter pastagem em lavoura de cana-de-açúcar, com compromisso de fornecimento do bagaço para a queima e geração de energia.

Embora sócia minoritária, a Enernova terá assento na direção das quatro usinas que serão erguidas, participando da administração e decisões, o que minimizará riscos no abastecimento para os longos contratos do setor energético, como esclareceu o diretor-executivo da Enernova, Hugo de Souza.

A estréia do grupo no segmento de biomassa, uma das fortes apostas do Brasil como energia alternativa, prevê capacidade instalada de 320 megawatts (MW) --quatro usinas de 80 MW, que precisarão de 3,5 milhões de toneladas de bagaço por unidade ao ano.

Elas serão instaladas na chamada "nova fronteira do etanol", na região do Mato Grosso do Sul, com baixa dispersão geográfica, segundo Souza. Lá, o grupo tem a distribuidora Enersul, atendendo 73 dos 78 municípios do Estado.

O cronograma de entrada dessa energia no mercado está estimado em 2011 ou 2012, podendo ser vendida em leilão em 2009 ou ofertada a consumidores livres pela comercializadora do grupo, a Enertrade.

O novo diretor-presidente da Energias do Brasil, António Pita de Abreu, demonstrou entusiasmo pelo negócio, afirmando que gostaria de já ter fechado o acordo, para o qual faltam pormenores.

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