Usiminas tem lucro 26% maior em 2007

quinta-feira, 27 de março de 2008 10:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Usiminas encerrou 2007 com lucro 26 por cento maior que no ano anterior, incentivado por aumento de preços que impulsionou alta de receita e também apoiado em aumento de eficiência operacional.

Em comunicado divulgado ao mercado, a Usiminas informou nesta quinta-feira lucro líquido em 2007 de 3,172 bilhões de reais, avanço de 26,1 por cento em relação aos 2,515 bilhões de reais obtidos em 2006.

No quarto trimestre, a companhia teve lucro líquido de 970 milhões de reais, crescimento de 29 por cento sobre igual período do ano anterior.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 1,217 bilhão de reais nos três últimos meses de 2007. No mesmo período de 2006, o Ebitda foi de 1,186 bilhão de reais.

A margem Ebitda no trimestre passado foi de 35 por cento, contra 36,2 por cento nos três últimos meses de 2006. Em todo o 2007, a margem foi de 36,2 por cento, 1 ponto percentual acima da margem do ano anterior.

Apesar do volume de vendas ter avançado ligeiros 0,6 por cento em 2007 na comparação com 2006, para 7,99 milhões de toneladas, a receita cresceu 11,4 por cento, para 13,82 bilhões de reais, ressaltando uma melhor média de preços praticados no ano passado.

O endividamento total consolidado recuou de 3,5 bilhões de reais ao final de 2006 para 3 bilhões de reais no fim do ano passado. A dívida líquida foi de 760 milhões de reais em dezembro de 2006 para 952 milhões de reais negativos no último mês de 2007.

As ações da Usiminas, que chegaram a operar em alta de 2 por cento, exibiam queda de 0,55 por cento às 10h49, cotadas a 99,95 reais. Enquanto isso, o Ibovespa exibia valorização de 0,70 por cento.

A empresa informou no balanço que para 2008, "a expectativa continua otimista com relação à demanda de aços planos" e citou previsão do Instituto Brasileiro de Siderúrgia de que a demanda deverá crescer entre 9 e 10 por cento. Para o mercado externo, a empresa vê perspectivas "bastante favoráveis, apesar dos aumentos das principais matérias-primas".

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Vanessa Stelzer)