27 de Março de 2008 / às 13:59 / 9 anos atrás

Desemprego sobe em fevereiro, mas formalização aumenta

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O desemprego cresceu em fevereiro pela segunda vez seguida, mas a taxa foi a menor já registrada para o mês e houve também aumento do trabalho formal.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que a taxa de desemprego foi de 8,7 por cento no mês passado, ante 8,0 por cento em janeiro.

Segundo o economista do IBGE, Cimar Pereira, o desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país deve continuar subindo até abril, começando a ceder apenas ao longo do segundo trimestre.

“A tendência é de que o ponto de inflexão se dê em abril e não há até agora um rebuliço no mercado interno por conta das questões externas”, afirmou Pereira, ao destacar que historicamente a taxa costuma subir nos primeiros meses do ano em razão da dispensa de temporários contratados para as festas de fim de ano e do aumento da procura por trabalho.

Apesar disso, o economista do IBGE destacou que o desemprego em 2008 está em um nível mais baixo que em 2007. “A desocupação se encontra em um patamar mais baixo este ano. Tanto que as taxas de janeiro e fevereiro foram as menores para esses meses, em toda a série. O mercado de trabalho em 2008 está favorável.”

FORMALIDADE RECORDE

Em fevereiro, a trajetória de formalização do mercado de trabalho foi mantida.

Na comparação com fevereiro de 2007 foram criados 732 mil empregos (alta de 3,6 por cento), enquanto o número de empregados com carteira subiu 8,4 por cento, o equivalente a mais 722 mil trabalhadores formais.

“O processo de formalização do mercado de trabalho continua avançando. Isso é relevante, pois acontece em um mês de dispensa de funcionários”, declarou Pereira, frisando que em fevereiro o mercado de trabalho tinha 54,6 por cento de trabalhadores formais, o maior percentual da série histórica.

O aumento da formalização impulsionou o rendimento do trabalhador para 1.189,90 reais, maior valor para um mês de fevereiro da série histórica do IBGE, iniciada em 2002.

“Nós ainda não recuperamos os níveis salariais de 2002. Estamos ainda em um processo de recuperação”, ressaltou Pereira.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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