Crise com moradias aumenta chance de recessão nos EUA--Goldman

terça-feira, 27 de novembro de 2007 18:50 BRST
 

Por Herbert Lash

NOVA YORK (Reuters) - A crise no setor imobiliário aumentou as chances de uma recessão nos Estados Unidos e vai diminuir ainda mais os preços das moradias, analisou o Goldman Sachs nesta terça-feira, cortando suas recomendações de ações para uma série de companhias vulneráveis a um fraco crescimento.

Em uma rígida avaliação sobre a saúde econômica dos EUA, o banco de investimentos relatou que o Federal Reserve terá que cortar sua taxa básica de juro em 1,5 ponto percentual, para 3 por cento ano, nos próximos seis a nove meses para evitar uma recessão.

A fraqueza no setor de construção e no consumo provavelmente cortará 2 pontos percentuais do crescimento real da economia norte-americana em 2008, e potencialmente vai aumentar a taxa de desemprego de 4,7 para 5,5 por cento.

O efeito de um mercado imobiliário "atolado em um círculo vicioso" sugere que o risco de recessão dos EUA aumentou para 40 a 45 por cento, segundo o Goldman.

De acordo com o banco, os preços das moradias devem cair em 15 por cento em comparação com o máximo registrado.

Mas se os EUA entrarem em uma recessão --da qual o Goldman espera que a economia escape por pouco-- os preços das casas podem cair até 30 por cento em todo o país, mostrou a avaliação.

Citando fragilidade econômica, analistas do Goldman cortaram suas recomendações para diversos setores envolvidos da economia, incluindo automóveis, companhias aéreas, hotéis, transportadoras rodoviárias, recursos humanos e empresas de terceirização de mão-de-obra.

Mas o Goldman subiu sua recomendação para companhias de tabaco à medida que investidores buscam as chamadas posições defensivas em setores que caminham bem quando a economia desacelera ou entra em recessão.

REUTERS AS ES