"Não vamos criar uma crise onde não existe", diz Fiat

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 10:23 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 27 de outubro (Reuters) - O presidente da Fiat FIA.MI na América Latina, Cledorvino Belini, minimizou nesta segunda-feria o impacto da crise financeira internacional no Brasil, afirmando que o mercado local continua forte.

Segundo o executivo, a montadora líder em vendas no Brasil manterá investimentos de 5 bilhões de reais previstos para ocorrente entre 2008 e 2010.

Evitando fazer projeções para 2009, Belini afirmou durante coletiva a jornalistas no Salão do Automóvel que os fundamentos da economia continuam fortes e citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indicaram manutenção do desemprego em 7,6 por cento e crescimento da massa salarial em 6,4 por cento.

Ao ser questionado se a Fiat manterá os investimentos no país apesar da crise financeira, o executivo afirmou que a previsão de desembolsos está mantida.

"Não vamos criar uma crise onde não existe. Existe um momento pontual de problema de crédito", afirmou.

"Vivemos um momento atípico de restrição de crédito, mas estamos vendo medidas do governo para normalizar essa questão e acreditamos que é passageiro. Essa crise tem mais de um ano e durante esse ano a indústria automotiva cresceu 26 por cento e este mês estamos com venda média diária 5,5 por cento maior que a média diária do ano passado inteiro", afirmou Belini.

Ele afirmou que a Fiat se preparava no início do ano para que o mercado interno do Brasil registrasse um aumento de 30 por cento das vendas, mas agora a expectativa é de uma expansão de 20 por cento. Apesar disso, ele afirmou que o arrefecimento pode ser bom para indústria, que trabalha com pouca folga para atender à demanda.

"Vinte por cento é um ótimo número. Vinte por cento sobre uma base de 27 por cento do ano passado significa que Brasil cresceu 55 por cento em dois anos. São poucos os países do mundo que têm essa marca", disse Belini.   Continuação...