Presidente do Timor decide não renunciar por cargo na ONU

sexta-feira, 27 de junho de 2008 08:07 BRT
 

JACARTA (Reuters) - O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, informou na sexta-feira que não vai renunciar para concorrer ao cargo de Alto Comissionário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

"Abandonar mais cedo as minhas responsabilidade atuais resultaria em eleições antecipadas, e isso seria um fardo injusto para um povo que foi às urnas três vezes em 2007", disse Ramos-Horta em uma coletiva de imprensa em Dili.

"Refleti sobre os desafios, a complexidade e a honra de servir à comunidade internacional... Eu consultei colegas e amigos do Timor Leste. Ouvi as vozes de muitos timorenses humildes. Também consultei muitos amigos cuja opinião eu prezo", disse.

Ramos-Horta, 58, ganhou o prêmio Nobel em 1996, em reconhecimento à luta pela independência do Timor em relação à Indonésia. Ele sobreviveu a uma tentativa de assassinato em fevereiro, depois de eleito presidente da mais nova nação asiática no ano passado para um mandato de cinco anos.

Ele era um importante diplomata quando ganhou o Nobel. Também foi primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores.

O Timor Leste sofre para conseguir estabilidade política e social depois de uma onda de violência em 2006, quando 37 pessoas morreram e 150 mil tiveram de abandonar suas casas.

Ex-colônia portuguesa, o Timor Leste foi invadido pela Indonésia em 1975 e obteve a independência em 1999. Em 2002, as Nações Unidas encerraram sua adminsitração provisória.

 
<p>Ramos-Horta, presidente do Timor Leste, d&aacute; coletiva em Dili, 27 de junho. Photo by Lirio Da Fonseca</p>