CONSOLIDA-Mercosul defende mais integração em resposta à crise

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 20:37 BRST
 

Por Isabel Versiani e Fernando Exman

BRASÍLIA, 27 de outubro (Reuters) - Os ministros do Mercosul reunidos nesta segunda-feira afirmaram que a resposta do mundo à crise financeira deve passar por maior integração comercial e menos protecionismo.

Em comunicado após encontro extraordinário em Brasília para discutir a crise, os ministros das Relações Exteriores, da Fazenda e presidentes dos bancos centrais da região enfatizaram a necessidade de uma conclusão "satisfatória e equilibrada" para as negociações multilaterais da Rodada de Doha.

"A resposta à crise é mais integração, mais comércio, menos subsídio e menos distorção", afirmou a jornalistas Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, que está com a presidência pro tempore do Mercosul.

Os ministros reforçaram ainda a necessidade de uma reforma "profunda e abrangente" da arquitetura financeira internacional para criar instrumentos que permitam respostas concretas à crise.

Amorim e o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, negaram que durante o evento os países tenham discutido as linhas de financiamento em gestação no Fundo Monetário Internacional para ajudar países emergentes a enfrentar dificuldades decorrentes da crise.

"Esse tema não foi discutido na reunião", afirmou Amorim.

Taiana foi mais categórico e afirmou que "certamente" os países da região não cogitam buscar apoio do Fundo. "O FMI é um dos responsáveis pela situaçao que atravessa o mundo financeiro", afirmou o ministro.

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