27 de Maio de 2008 / às 13:08 / 9 anos atrás

Chávez faz silêncio sobre morte de líder das Farc

<p>O presidente da Venezuela, Hugo Ch&aacute;vez, depois de falar com atletas de seu pa&iacute;s que v&atilde;o &agrave;s Olimp&iacute;adas de Pequim, em 26 de maio de 2008. Photo by Edwin Montilva</p>

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez silêncio na segunda-feira sobre a morte do líder das Farc, Manuel Marulanda, recentemente revelada em meio à tensão diplomática entre Caracas e Bogotá.

O presidente, que propôs meses atrás o reconhecimento da beligerância política da guerrilha de esquerda, evitou incitar uma disputa parecida à que aconteceu quando ele lamentou a morte de Raúl Reyes, segundo no comando das Farc, durante um ataque colombiano no Equador.

Na ocasião, Chávez disse que Reyes era “um bom revolucionário” e se opôs à violação do território equatoriano pelo governo de Alvaro Uribe, chegando a mobilizar tropas à fronteira com a Colômbia e retirar sua equipe diplomática do país. A Colômbia não fez o mesmo.

Na segunda-feira, Chávez falou por mais de uma hora com atletas venezuelanos que irão às Olimpíadas de Pequim, em um ato transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse horas antes que alguns “porta-vozes” tentam manipular e vincular Chávez às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devido à coincidência de ambos defenderem o socialismo e o “bolivarianismo”.

O governo da Colômbia acusa a Venezuela e o Equador de manterem vínculos econômicos com as Farc, mas ambos negam as acusações.

As Farc confirmaram no domingo a morte por infarto de seu líder, conhecido como “Tirofijo”, de 78 anos. Ele foi substituído por Alfonso Cano.

O chanceler argumentou que os encontros entre Chávez e líderes das Farc foram autorizados pelo governo da Colômbia, que pediu no ano passado que a Venezuela mediasse a libertação de 40 reféns das Farc, em troca de cerca de 500 militantes presos.

“Toda a relação que nosso governo teve com a guerrilha colombiana foi por pedido e com autorização do governo de Alvaro Uribe... e assim sempre será”, disse.

Maduro também garantiu que Caracas apoiará qualquer esforço pela paz na Colômbia. Para o chanceler, as Farc são um problema interno colombiano. Ele disse que as Forças Armadas da Venezuela foram instruídas para combaterem qualquer grupo rebelde que ultrapassar a fronteira.

Bogotá tenta provar o envolvimento de Chávez com as Farc com arquivos de computadores encontrados no acampamento onde morreu Reyes. (Por Patricia Rondón Espín)

REUTERS MR ES

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