BOVESPA-Mercado realiza lucros com blue chips e índice cai

terça-feira, 27 de maio de 2008 11:18 BRT
 

SÃO PAULO, 27 de maio (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda na manhã desta terça-feira, derrubada por um movimento de realização de lucros nos papéis de maior liquidez depois de subir 0,25 por cento na véspera.

Às 11h14 (horário de Brasília) o Ibovespa .BVSP, principal índice da bolsa paulista, recuava 1,2 por cento, para 70.772 pontos. O volume financeiro era de 1,6 bilhão de reais.

"O mercado está realizando um pouco. A bolsa veio acumulando altas nas últimas sessões na expectativa de que alguma outra agência de classificação de risco elevasse o rating do Brasil, o que ainda não aconteceu", afirmou Júnior Hydalgo, diretor da Trust Investimentos.

"Ocorre maior realização com Petrobras e Vale, que têm mais liquidez, sendo que na Petrobras o movimento é mais forte depois da alta de ontem por conta da descoberta do campo de petróleo no qual ela tem participação", explicou Hydalgo.

Na segunda-feira, a petroleira italiana Eni SpA (ENI.MI: Cotações) informou ter perfurado com sucesso um poço de exploração na área de Stones, no Golfo do México, em parceira com a Petrobras, que tem participação de 25 por cento no negócio.

Como de costume, os papéis de maior giro eram as ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), que caíam 2,4 por cento, para 50,33 reais, enquanto as preferenciais da Vale perdiam 1,9 por cento, em 54,72 reais.

As ações ordinárias da Usiminas (USIM3.SA: Cotações) tinham um dos piores desempenhos da sessão, perdendo 2,76 por cento, para 87,03 reais.

Na noite de segunda-feira, a Vale anunciou que pretende vender sua participação de 5,89 por cento no capital ordinário da Usiminas, o equivalente a 2,9 por cento do capital todal da empresa.

Na outra ponta, os papéis preferenciais da Cemig (CMIG4.SA: Cotações) subiam 1,7 por cento, para 36,41 reais, depois da empresa anunciar na véspera que fechou acordo de fornecimento de energia para as unidades do grupo ArcelorMittal no Brasil até 2020, num acordo que pode chegar a até 4,4 bilhões de reais.   Continuação...