BOVESPA-Ibovespa cede a notícias negativas e opera em queda

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 12:55 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 27 de dezembro (Reuters) - Uma série de notícias negativas inverteram a alta conquistada pela Bolsa de Valores de São Paulo desde a véspera, puxando uma contida realização de lucros nesta quinta-feira e fazendo o principal índice do mercado perder o patamar dos 64 mil pontos.

Dados piores do que o previsto nas encomendas de bens duráveis dos Estados Unidos, a morte da ex-primeira-ministra do Pasquitão e um relatório do Banco Central brasileiro apontando tendência de alta da inflação foram suficientes para levar o Ibovespa ao terreno negativo.

"O mercado andou subindo bastante e pôde realizar um pouco lá fora, e aqui está também um pouco mais sensível, com essa expectativa de crescimento menor, o que leva a queimar gordura", avaliou Américo Reisner, da Corretora Fator.

Um relatório do Banco Central brasileiro, no início da manhã, revisou para cima as estimativas de inflação para 2007 e 2008, ambas projetadas em 4,3 por cento, dentro da meta de 4,5 por cento.

O temor é de que a tendência de alta de preços segure uma possível redução de juros, ou mesmo provoque sua elevação, o que jogaria um balde de água fria nos investidores.

No final da manhã, a notícia da morte de Benazir Bhutto, quase na mesma hora da divulgação das encomendas de bens duráveis dos EUA, que veio abaixo do esperado, também deu motivo para vendas dentro e fora do Brasil.

"Mas não tem uma mudança de tendência", afirmou Reisner, "tanto que a bolsa está caindo pouco", complementou.

Às 12h52, o Ibovespa cedia 0,63 por cento, aos 63,884 pontos, com destaque para a queda de ações que subiram na véspera, como a Cesp (CESP6.SA: Cotações), em baixa de 2,70 por cento. O volume financeiro estava em apenas 1 bilhão de reais, facilitando a realização.

As principais ações do mercado, Vale (VALE5.SA: Cotações) e Petrobras (PETR4.SA: Cotações) acompanhavam o Ibovespa e operacam com desvalorização de 0,83 por cento e 1,37 por cento, respectivamente.

Para Luiz Roberto Monteiro, da Corretora Souza Barros, a divulgação dos estoques de petróleo dos Estados Unidos, previsto para ser divulgado nesta tarde, ainda poderá influenciar o mercado, principalmente o desempenho da Petrobras.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Alexandre Caverni)