ONU cobra mais empenho contra morte de civis em combate

terça-feira, 27 de maio de 2008 18:55 BRT
 

Por Megan Davies

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - É preciso muito mais empenho mundial contra a morte e fuga de civis em lugares afligidos por conflitos, como Darfur, Somália, Israel e Colômbia, disse na terça-feira o alto-comissário da ONU para assuntos humanitários, John Holmes.

Em discurso numa reunião do Conselho de Segurança sobre o tema, Holmes afirmou que os civis continuam sendo as maiores vítimas dos conflitos armados, muitas vezes em flagrante violação do direito internacional.

De acordo com ele, mais de 500 mil pessoas tiveram de fugir de conflitos desde o início do ano, sendo 337 mil em países da África centro-oriental.

Ele defendeu a criação de um grupo informal dentro da ONU que busque "uma abordagem mais consistente no sentido de integrar a proteção dos civis em todos os aspectos relevantes do trabalho do Conselho."

Holmes destacou os casos de Darfur, onde civis são vítimas de milícias apoiadas pelo governo, e da Somália, de cuja capital, Mogadício, milhares de pessoas fugiram em abril, deixando para trás centenas de mortos e feridos.

Sobre Israel, ele disse que os civis locais "continuam submetidos a um sofrimento físico e psicológico causado pelos ataques indiscriminados com foguetes e morteiros" vindos de áreas palestinas.

Já em Gaza, os bombardeios e incursões militares de Israel continuam causando "inaceitáveis baixas civis palestinas."

Na Colômbia, paramilitares e guerrilhas provocam chacinas, deslocamentos em massa, seqüestros, abusos sexuais e recrutamento forçado de civis, segundo ele.

Holmes criticou ainda a falta de punição na República Democrática do Congo a autores de violências sexuais.

"A dura realidade continua sendo que em conflitos pelo mundo incontáveis civis continuar a ver suas esperanças esmagadas pela violência e o deslocamento, suas vidas estraçalhadas por homens-bomba ou abatidas pela violência física e sexual, pela privação e pela negligência", acrescentou.