JURO-Relatório de inflação não assusta e BM&F tem dia de queda

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 16:25 BRST
 

Por Renato Andrade

SÃO PAULO, 27 de dezembro (Reuters) - As novas projeções de inflação do Banco Central confirmaram as razões por trás da onda de conservadorismo que tomou conta da autoridade monetária no final deste ano. E exatemente por ter apenas confirmado o que todos já haviam visto, os dados tiveram pouco impacto sobre os negócios com juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nesta quinta-feira.

Em seu último relatório de inflação do ano, o Banco Central mostrou que espera variações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais próximas ao centro da meta tanto em 2007, quanto nos próximos dois anos.

Ao mesmo tempo, o BC também indicou que a atividade econômica no país este ano deve ter um crescimento superior à marca de 5 por cento, desacelerando em 2008, mas ainda assim, mantendo um bom ritmo de expansão, de 4,5 por cento.

Esse cenário de atividade aquecida com inflação em alta, justificou a interrupção do ciclo de cortes da taxa básica de juro a partir de outubro.

Para fechar o cenário, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou o ano com alta de 7,75 por cento, mais que o dobro do registrado em 2006 e acima das estimativas de analistas.

Ainda assim, praticamente todos os contratos de depósito interfinanceiro (DI) negociados na BM&F fecharam em queda, a exceção do vencimento janeiro de 2010, que subiu 0,7 por cento, indicando taxa de 12,88 por cento.

O contrato para janeiro de 2009 caiu 0,41 por cento, apontando juro de 12,08 por cento. Já o vencimento abril do mesmo ano, encerrou a sessão com taxa de 12,36 por cento.

(Edição de Alexandre Caverni)