February 27, 2008 / 8:16 PM / 9 years ago

BM&F conta com mudança da ANP para incentivar contrato de etanol

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO, 27 de fevereiro (Reuters) - A Bolsa de Mercadorias & Futuros BMEF3.SA conta com um ajuste em regras da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para dar mais liquidez ao contrato de etanol.

"A liquidez aqui está atrelada a algumas particularidades que estão sendo analisadas pela ANP. Algumas regras voltadas para combater evasão fiscal acabam dificultando a negociação na bolsa porque, num primeiro momento, o investidor não se identifica (na transação)", afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral da BM&F, Edemir Pinto. "A ANP está sensível a esse problema."

Segundo a assessoria de imprensa da agência, a ANP já está em entendimentos com a BM&F para discutir o que é preciso para viabilizar o mercado futuro de etanol.

Outro obstáculo à liquidez dos contratos, segundo o diretor-geral da BM&F, é a tributação incidente sobre as bolsas em geral.

Também sobre esse tema, a BM&F tem mantido conversas com o Ministério da Fazenda e espera conseguir que as bolsas sejam tiradas da lista de instituições financeiras e, assim, fiquem fora do aumento da alíquota de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 9 para 15 por cento.

Esse aumento foi definido pelo governo como forma de compensar parte das perdas de receita com o fim da CPMF.

"Estamos trabalhando junto ao governo para buscar uma solução para as bolsas. Nossa argumentação é que as bolsas são prestadoras de serviços do sistema financeiro e não instituições financeiras", acrescentou Edemir Pinto.

Em janeiro, por exemplo, foram negociados 3.115 contratos futuros de etanol na BM&F frente a 60.144 de café arábica --carro-chefe entre os derivativos agrícolas no Brasil.

O CME Group CME.N, com quem a BM&F fechou um acordo para integração dos negócios na plataforma eletrônica de negociação Globex, também tem contratos de etanol.

Questionado se a concorrência não era um empecilho ao aumento de liquidez, Edemir afirmou que em breve as duas bolsas terão que olhar parcerias "para desenvolvimento de produtos conjuntos".

Segundo Charles Carey, vice-presidente do CME Group, as bolsas poderão, juntas, "desenvolver o que for adequado para o mercado".

Por Daniela Machado; Edição de Marcelo Teixeira

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