Bolsas da Ásia recuam com preocupação sobre bancos e EUA

quinta-feira, 27 de março de 2008 07:54 BRT
 

Por Louise Heavens

CINGAPURA (Reuters) - Os mercados asiáticos fecharam em queda nesta quinta-feira, com papéis de instituições financeiras se desvalorizando por conta de preocupações sobre seus lucros. O dólar caiu próximo a níveis mínimos depois que dados mostraram uma queda nas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, sinalizando uma recessão na maior economia do mundo.

A valorização de commodities impulsionou ações do setor, como a japonesa Sumitomo Metal Mining e a australiana BHP Billiton, ajudando a conter a queda de alguns índices de bolsas.

Às 7h45 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados na região Ásia-Pacífico exceto Japão tinha queda de 0,28 por cento, aos 455,51 pontos.

O índice Nikkei da bolsa de TÓQUIO fechou em queda de 0,8 por cento, ainda pressionado por enfraquecimento de empresas exportadoras como a Honda Motor que são afetadas pela alta do iene frente ao dólar.

Os papéis de bancos figuravam entre as maiores perdas, seguindo a redução da recomendação de empresas do setor, alerta de lucro do Deutsche Bank e comentários de bancos centrais europeus de que não há fim à vista para a crise de crédito.

"No futuro previsível, não há duvida de que veremos uma queda na taxa de crescimento de empréstimo, um elemento de compressão de margem e um aumento no nível de créditos de difícil recuperação", afirmou Angus Gluskie, gerente de portfólio na White Funds Management, na Austrália.

Em SEUL e SYDNEY as bolsas cederam 0,2 por cento. Na contramão, em HONG KONG, o índice Hang Seng se valorizou 0,21 por cento por lucros do conglomerado Hutchison e do grupo Cheung Kong.

A bolsa em XANGAI despencou 5,42 por cento, TAIWAN caiu 1,85 por cento e CINGAPURA subiu 1 por cento.

 
<p>Pre&ccedil;os mais firmes de commodities ajudaram a incentivar mercados acion&aacute;rios da &Aacute;sia nesta quarta-feira, mas o d&oacute;lar enfraqueceu depois que uma queda na confian&ccedil;a do consumidor dos Estados Unidos gerou d&uacute;vida sobre a for&ccedil;a da economia norte-americana frente &agrave;s turbul&ecirc;ncias da crise de cr&eacute;dito. Photo by Stringer Shanghai</p>