Na reta final de 2007, dados econômicos superam projeção inicial

terça-feira, 27 de novembro de 2007 14:35 BRST
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 27 de novembro (Reuters) - Os mercados brasileiros passaram por um susto com a disparada dos preços de alimentos e a crise de crédito originada nos Estados Unidos, mas o país parece ter absorvido os percalços ao menos quando se analisa os indicadores macroeconômicos do ano. Esses dados vão encerrar 2007 melhores do que se previa em janeiro.

Produto Interno Bruto (PIB), balança comercial, juro, câmbio, investimento estrangeiro e conta corrente são alguns dos itens que superam as estimativas feitas inicialmente. A perspectiva para a inflação é a que está mais próxima da vista no início do ano.

"Temos pontos positivos na economia este ano... O crescimento é a melhor surpresa, porque os economistas são céticos em relação à capacidade do Brasil de sustentar um crescimento e, no fim, a economia vai crescer mais do que se esperava", afirmou Flávio Serrano, economista-chefe da López León Markets.

Na primeira semana do ano, o mercado previa crescimento econômico de 3,5 por cento, segundo o relatório Focus do Banco Central. Agora, faltando um mês para o ano acabar, a projeção é de 4,71 por cento.

A diferença entre os prognósticos para o PIB deve-se, em parte, à mudança na metodologia divulgada em meados do ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Pesou a revisão metodológica, mas essa combinação positiva do lado do acelerador da economia --via crédito maior e mercado de trabalho robusto-- também pesou", afirmou Sandra Utsumi, economista-chefe do Bes Investimento.

O mercado reagiu imediatamente à nova metodologia. A atual previsão, de 4,71 por cento, é a maior do ano.

Outra surpresa foi o câmbio. O relatório Focus apontava inicialmente taxa de 2,20 reais por dólar no fim de 2007. Atualmente, a projeção é de 1,75 real --a menor do ano.   Continuação...