Apoiado em commodities, Bovespa resiste a NY e sobe 0,6%

sexta-feira, 27 de junho de 2008 18:20 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Apoiada nos ganhos de ações de empresas ligadas a commodities e eletricidade, a Bolsa de Valores de São Paulo resistiu a outro dia francamente negativo dos mercados internacionais e fechou no azul.

O Ibovespa subiu 0,59 por cento nesta sexta-feira, para 64.321 pontos. O volume negociado na bolsa foi de 5,56 bilhões de reais. No acumulado da semana, o índice registrou queda de 0,45 por cento.

Os investidores foram atrás de pechinhas na bolsa paulista, a despeito de um panorama externo bastante desanimador, em que a alta do petróleo, estimativas de mais perdas de bancos relacionadas à crise de crédito e dados desanimadores da economia dos Estados Unidos que levaram o índice Dow Jones a uma queda de 0,93 por cento.

Os maiores alvos de compras foram ações de empresas ligadas a commodities, movimento facilitado pela valorização desses produtos no mercado internacional.

As ações preferenciais da Sadia subiram 3,7 por cento, a 11,55 reais. Dentre as de maior peso no Ibovespa, as preferenciais da Petrobras avançaram 0,9 por cento, a 45,30 reais.

Na parte da tarde, o setor elétrico passou a contribuir com pontos positivos para o Ibovespa, seguindo-se aos resultados de um leilão de linhas de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Eletrobrás, que participou do leilão num consórcio por meio da Eletronorte, venceu os trechos mais importantes e viu suas ações ordinárias subirem 4,55 por cento, a 29,90 reais.

Outro destaque positivo foram as ações preferenciais da operadora de TV por assinatura NET, com avanço de 2,9 por cento, a 20,17 reais. Pela manhã, o Morgan Stanley liberou relatório reiterando recomendação de compra para os papéis.

Segundo profissionais do mercado, no entanto, a preocupação dos investidores com pressões inflacionárias, pontuada por constantes recordes do petróleo, e o medo de recessão e de novas baixas contábeis de instituições financeiras nos Estados Unidos continuarão a ditar volatilidade no curto prazo.

"Ainda não é possível antever um cenário mais estável para os mercados", disse Edson Junior Hidalgo, diretor da Trust Investimentos.