CONSOLIDA-BCs devem cortar juros, e iene mais forte preocupa G7

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 12:31 BRST
 

Por Jeremy Gaunt

LONDRES, 27 de outubro (Reuters) - O Grupo dos Sete (G7) alertou nesta segunda-feira que o fortalecimento do iene representa uma ameaça à estabilidade financeira e econômica do mundo. O comentário representa o mais recente esforço coordenado dos países mais ricos do mundo para sanar a pior crise financeira dos últimos 80 anos.

Os sinais de que a crise continua a ganhar terreno evidenciavam-se no planeta todo. A Coréia do Sul cortou a taxa de juros, a Austrália interveio no mercado cambial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) saiu em ajuda da Hungria e da Ucrânia.

Frente às previsões de que o Federal Reserve cortará a taxa básica de juros nesta semana, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, deu pistas de que as medidas podem ser mais amplas.

"A inflação vem caindo e isso significará que as autoridades monetárias do mundo todo, entre elas o Banco da Inglaterra, terão espaço para tomar decisões sobre as taxas de juros", afirmou à rede BBC.

O índice MSCI .MIWD00000PUS das principais ações mundiais estava em baixa de mais de 2 por cento no final da manhã, com perda de 50 por cento no ano. O índice de mercados emergentes .MSCIEF perdia quase 3,5 por cento.

A volatilidade aumentou nos mercados financeiros, à medida que os investidores vêem-se obrigados a vender ativos que compraram com dinheiro emprestado a fim de pagar credores ou cobrir chamadas de margem.

A "desalavancagem" é crucial para restabelecer a estabilidade de longo prazo e a saúde do sistema financeiro. Mas a velocidade e a amplitude com que o processo ocorre vêm provocando pânico entre os investidores e deixando apreensivos os líderes políticos.

O fenômeno atingiu mais recentemente os mercados cambiais, algo descrito por David Shairp, estrategista global no JPMorgan Asset Management, como "o novo ápice da crise".   Continuação...