Protestos deixam pelo menos 31 mortos no Paquistão

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 16:23 BRST
 

Por Imtiaz Shah

KARACHI (Reuters) - Tropas foram convocadas nesta sexta-feira para controlar a pior onda de violência política no Paquistão em vários anos, desencadeada pelo assassinato da líder da oposição Benazir Bhutto.

Segundo autoridades, 31 pessoas, entre elas quatro policiais, morreram desde a notícia do assassinato da ex-premiê, na quinta-feira. Ela foi morta ao sair de um comício eleitoral em Rawalpindi, perto de Islamabad, num ataque a tiros e a bomba. No ataque, pelo menos outras 16 pessoas morreram.

A maioria das mortes aconteceu em Sindh, sul do país, local de nascimento de Bhutto e um de seus principais redutos.

Soldados foram designados para várias parte de Sindh, segundo autoridades, e bancos e escolas ficaram fechados em todo o país.

A violência agravou-se na sexta-feira, na pior turbulência política em anos no Paquistão, que é uma potência nuclear.

A cidade de Hyderabad foi uma das mais atingidas. De acordo com testemunhas e com a polícia, cerca de 25 bancos foram incendiados, assim como cem veículos e lanchonetes de redes estrangeiras. Vagões de trem também foram incendiados, apesar de ordens para que a polícia e forças paramilitares atirassem em manifestantes violentos.

As autoridades tinham dito temer que os tumultos piorassem depois do enterro de Benazir Bhutto, na tarde de sexta-feira.

Enquanto isso, no que aparentemente foi um ataque militante, uma bomba matou seis pessoas numa reunião eleitoral no noroeste do país. Entre os mortos estava um candidato às eleições de janeiro, pelo partido que apóia o presidente Pervez Musharraf, disse a polícia.   Continuação...