28 de Novembro de 2007 / às 12:54 / 10 anos atrás

BHP confia que temores sobre preço de minério não abalarão fusão

Por James Regan

ADELAIDE, Austrália, 28 de novembro (Reuters) - A BHP Billiton (BLT.L)(BHP.AX) tem confiança que sua proposta de fusão com a rival Rio Tinto (RIO.L)(RIO.AX) não será impedida por grandes clientes, como a China, que temem que a formação de uma gigante ainda maior da mineração ditará os preços dos metais.

Respondendo a preocupações de siderúrgicas de que uma fusão vai afetar muito as negociações de preços, principalmente de minério de ferro, o presidente-executivo da BHP Billiton, Marius Kloppers, disse que o mercado, não a BHP, vai definir os preços.

O executivo, falando durante reunião anual da BHP nesta quarta-feira, também minimizou especulações de que a China pode lançar sua própria oferta pela Rio Tinto via fundos soberanos.

"Não vemos esse risco", disse o executivo a jornalistas.

A BHP, maior mineradora do mundo, quer comprar a terceira maior empresa do setor no mundo, a Rio Tinto, via oferta de troca de ações que está avaliada em 120 bilhões de dólares. O negócio pode marcar a segunda maior aquisição da história, depois que a Vodafone (VOD.L) comprou a Mannesmann por 203 bilhões de dólares em 2000.

Se bem sucedido, a transação criará uma supermineradora avaliada em mais de 350 bilhões de dólares e que controlará a maior parte da produção mundial de minério de ferro, cobre e alumínio, matérias-primas que estão ajudando a impulsionar o crescimento econômico em grandes países emergentes como China e Índia.

Kloppers disse que está confiante que as preocupações dos clientes sobre o poder de preços de uma entidade combinada não arruinará a união.

"Conhecemos bem nossos clientes e continuaremos a conversar com eles sobre estes e outros assuntos", afirmou o executivo a cerca de 500 acionistas presentes na reunião realizada em Adelaide.

"Muitos já entendem a lógica de nossa proposta e os benefícios de se levar mais produto ao mercado mais rapidamente", disse Kloppers, que passou as últimas duas semanas informando investidores e clientes sobre a proposta de fusão.

Porém, alguns acionistas têm dúvidas sobre a lógica da "Big Australian" ("Grande Australiana") ficar ainda maior.

"Eu não tenho certeza se a aquisição da Rio Tinto é uma boa idéia, particularmente se motivar alguém como a China a usar dinheiro governamental para comprar 20, 40, 50 por cento ou mais da nova companhia para manter controle sobre os preços das commodities. Se isso ocorrer, o que vai acontecer com nossas ações?", disse Dean Kemp, de Adelaide.

Outros, como Trevor Charlesworth, são mais otimistas. "As sinergias são muito evidentes entre a BHP e a Rio Tinto. Eu apóio totalmente a fusão. Vai fazer nossas ações valerem mais", afirmou.

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