Indústria de SP cresce e uso da capacidade tem recorde

quinta-feira, 28 de agosto de 2008 14:00 BRT
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade da indústria de São Paulo cresceu em ritmo menor em julho, mas ainda não mostrou a acomodação que se prevê para esta segunda metade do ano. Ao mesmo tempo, o uso da capacidade instalada atingiu recorde de alta, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A entidade, no entanto, optou por minimizar eventuais pressões inflacionárias que possam ser lidas nos dados, dizendo que a inflação atual no Brasil vem mais das commodities do que da demanda interna e que as empresas têm formas de aumentar sua oferta no curto prazo, como mais turnos.

A atividade cresceu 1,4 por cento em julho ante junho, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Sem ajuste, houve alta de 2,8 por cento no nível da atividade. Frente a julho do ano passado, o avanço foi de 9,4 por cento.

"Se não é o mesmo vigor de junho (+3,4 por cento com ajuste), é ainda um retrato positivo e expressivo da indústria e vem se somar a uma série que mostra o bom desempenho do setor, contrariando nossa expectativa de uma acomodação com maior vigor", disse Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp.

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) na indústria do Estado, com ajuste sazonal, totalizou 84,0 por cento em julho, comparado a 83,7 por cento em junho e a 82,7 por cento em julho de 2007. É o maior valor da série histórica, iniciada em 2001.

"A Nuci gorda é uma boa notícia para nós... A indústria tem como aumentar sua produção, aumentando os turnos de trabalho e reduzindo gargalos, coisas que se faz no curto prazo", afirmou Francini.

Os setores com maior uso da capacidade são Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e produção de álcool, Metalúrgica básica e Veículos automotores.

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