August 28, 2008 / 4:57 PM / 9 years ago

Indústria de SP cresce e uso da capacidade tem recorde

4 Min, DE LEITURA

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade da indústria de São Paulo cresceu em ritmo menor em julho, mas ainda não mostrou a acomodação que se prevê para esta segunda metade do ano. Ao mesmo tempo, o uso da capacidade instalada atingiu recorde de alta, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A entidade, no entanto, optou por minimizar eventuais pressões inflacionárias que possam ser lidas nos dados, dizendo que a inflação atual no Brasil vem mais das commodities do que da demanda interna e que as empresas têm formas de aumentar sua oferta no curto prazo, como mais turnos.

A atividade cresceu 1,4 por cento em julho ante junho, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Sem ajuste, houve alta de 2,8 por cento no nível da atividade. Frente a julho do ano passado, o avanço foi de 9,4 por cento.

"Se não é o mesmo vigor de junho (+3,4 por cento com ajuste), é ainda um retrato positivo e expressivo da indústria e vem se somar a uma série que mostra o bom desempenho do setor, contrariando nossa expectativa de uma acomodação com maior vigor", disse Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp.

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) na indústria do Estado, com ajuste sazonal, totalizou 84,0 por cento em julho, comparado a 83,7 por cento em junho e a 82,7 por cento em julho de 2007. É o maior valor da série histórica, iniciada em 2001.

"A Nuci gorda é uma boa notícia para nós... A indústria tem como aumentar sua produção, aumentando os turnos de trabalho e reduzindo gargalos, coisas que se faz no curto prazo", afirmou Francini.

Os setores com maior uso da capacidade são Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e produção de álcool, Metalúrgica básica e Veículos automotores.

Ano

De janeiro a julho, a atividade da indústria cresceu 8,9 por cento, segundo informou a Fiesp. Esse índice deve desacelerar, na previsão de Francini, para algo entre 6 e 6,5 por cento no fechamento de 2008.

Entre os fatores de desaceleração estão o aumento dos juros, a alta da inflação --que reduz a demanda--, o arrefecimento econômico internacional e uma base mais forte de comparação em 2007. No ano passado, a atividade cresceu 6,3 por cento.

Na comparação entre setores, o destaque de julho foi Celulose, papel e produtos de papel, com expansão de 4,3 por cento na comparação mensal, com ajuste, estimulado por bons preços nos mercados internacionais.

Seguiu-se o segmento de Edição, impressão e reprodução de gravações, com alta de 5,3 por cento, apoiado pelo ano eleitoral.

As vendas reais da indústria tiveram variação positiva de 0,1 por cento em julho ante junho, sem ajuste sazonal, e alta de 11,0 por cento na comparação anual.

Edição de Renato Andrade

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