Surpresa com PIB dos EUA levanta Bovespa pelo 2o dia

quinta-feira, 28 de agosto de 2008 17:39 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O otimismo de Wall Street com o crescimento surpreendente da economia dos Estados Unidos levou os investidores às compras pela segunda sessão seguida na Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou no maior patamar em 20 dias.

Empurrado especialmente pelos setores bancário e siderúrgico, o Ibovespa subiu 1,55 por cento, aos 56.382 pontos. O giro financeiro somou 4,3 bilhões de reais.

O mote do dia foi a expansão de 3,3 por cento do PIB norte-americano do segundo trimestre, ante leitura preliminar de 1,9 por cento e também acima da expectativa de 2,7 por cento de economistas. Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu "O dado aliviou momentaneamente a tensão dos investidores com a possibilidade de novas perdas com a crise imobiliária no país", disse o gestor de renda variável da Mercatto Gestão de Recursos, Roni Lacerda.

Assim como em Nova York, ações de bancos puxaram os ganhos do índice. Na bolsa paulista, a estrela do setor foi Itaú, com avanço de 3,67 por cento, para 31,65 reais.

Outro elemento que contribuiu para turbinar os índices de Wall Street, a queda dos preços do petróleo deu fôlego para as companhias aéreas, movimento liderado por Tam, a melhor do Ibovespa, subindo 5,8 por cento, a 32,28 reais.

A queda das commodities, aliás, não prejudicou o desempenho das ações ligadas a metais e petróleo. As preferenciais da Petrobras avançaram 0,43 por cento, a 35,35 reais. As preferenciais da Vale ganharam 0,5 por cento, cotadas a 38,70 reais.

O setor de papel e celulose reforçou o panorama positivo. Aracruz e VCP, que estão cada vez mais perto de uma fusão, subiram 5,45 e 3,44 por cento, para 9,29 reais e 34,01 reais, respectivamente.

Faltando apenas uma sessão para encerrar o mês, o Ibovespa acumula desvalorização de 5,2 por cento em agosto. É uma perda um pouco menor do que as registradas em junho (-10,4 por cento) e julho (8,4 por cento).

Segundo profissionais do mercado, o movimento reflete a desaceleração do fluxo vendedor de ações por parte dos estrangeiros. Nos primeiros 25 dias de agosto, a saída líquida de recursos externos foi de 2,3 bilhões de reais, contra média mensal de 7,5 bilhões de reais de junho e julho.

(Edição de Vanessa Stelzer)