Mantega comemora mudança no FMI, defende linha especial

sexta-feira, 28 de março de 2008 18:56 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou nesta sexta-feira a decisão do conselho do Fundo Monetário Internacional (FMI) de recomendar mudanças na estrutura de poder de voto para dar mais voz a emergentes.

"É uma vitória dos países em desenvolvimento... também é uma vitória do novo diretor do FMI", afirmou Mantega a jornalistas em São Paulo, referindo-se ao diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn.

Segundo o ministro, a participação do país no FMI subirá de 1,4 para 1,7 por cento.

"Parece pouco mas não é", acrescentou Mantega, dizendo que o país continuará pleiteando mudanças junto ao organismo, como a criação de uma linha emergencial para países que estiverem em determinada situação.

A idéia é dar mais agilidade ao Fundo quando um país que já adota práticas fiscais consideradas boas, por exemplo, precisar de ajuda. "É uma espécie de cheque especial", disse.

Segundo ele, Strauss-Kahn tem simpatia pela proposta.

Com o aumento do peso no FMI, o Brasil terá que integralizar 2 bilhões de dólares no organismo dentro de dois a três anos.

Em comunicado, o FMI informou nesta sexta-feira que seu conselho executivo "recomendou uma revisão na estrutura de governança da instituição que irá realinhar a cota e o poder de votação de países membros com seus relativos pesos e papéis na economia global".

(Reportagem de Aluísio Alves)

 
<p>Mantega comemora mudan&ccedil;a no FMI, defende linha especial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou nesta sexta-feira a decis&atilde;o do conselho do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) de recomendar mudan&ccedil;as na estrutura de poder de voto para dar mais voz a emergentes. Foto do Arquivo. Photo by Jamil Bittar</p>