July 28, 2008 / 12:02 PM / in 9 years

Mercado vê juro estacionado em patamar alto em 2009

4 Min, DE LEITURA

Por Renato Andrade

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado financeiro segue apostando que a inflação vai ultrapassar o teto da meta definida para este ano e a operação para controlar o repique de preços vai garantir juro alto por mais tempo e crescimento menor da economia em 2009.

De acordo com levantamento feito pelo próprio Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, os analistas estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano com alta de 6,58 por cento, superando o teto da meta de inflação pela primeira vez desde 2003.

Para combater a alta dos preços, o Banco Central deu início em abril a um ciclo de aperto monetário, que foi ampliado na semana passada, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a taxa básica de juro --a Selic-- em 0,75 ponto percentual, surpreendendo analistas, que apostavam em um aumento mais brando, de 0,50 ponto.

As projeções do mercado para o juro em dezembro deste ano permaneceram em 14,25 por cento, o que indica que os analistas apostam que o Copom elevará a Selic em 1,25 ponto percentual ao longo das próximas três reuniões do comitê este ano.

Para 2009, as projeções indicam que o juro permanecerá em patamar elevado durante todo ano. De acordo com a pesquisa, os analistas apostam que a Selic estará em 14 por cento em dezembro do próximo ano, acima da estimativa anterior, que indicava juro a 13,75 por cento.

Isso significa que os analistas apostam em queda de apenas 0,25 ponto na taxa de juro ao longo dos 12 meses de 2009.

No caso da inflação, a estimativa continua apontando que o IPCA --índice que baliza a política de metas de inflação-- fechará 2009 em 5 por cento, uma desaceleração frente ao projetado para este ano, mas ainda acima do centro da meta.

A meta de inflação fixada para 2008, 2009 e 2010 é de 4,5 por cento, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, o que coloca o teto em 6,5 por cento.

Se a variação do IPCA realmente superar o teto em 2008, como estimado por analistas, o presidente do Banco Central será obrigado a encaminhar uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões pelas quais a inflação saiu do caminho projetado e as ações que o BC pretende tomar para trazer os preços de volta à meta.

Desde que o regime de metas de inflação foi estabelecido no país, em 1999, a meta foi descumprida três vezes, em 2001, 2002 e 2003.

Para a economia como um todo, os analistas consultados pelo BC apostam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 4,80 por cento em 2008, mas a expansão esperada para 2009, que era de 4 por cento, foi revista para 3,90 por cento.

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