28 de Maio de 2008 / às 13:42 / em 9 anos

Anistia critica violência contra mulher na A.Latina--relatório

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - A violência contra as mulheres e contra os defensores dos direitos humanos continua sendo um grave problema na América Latina, disse na quarta-feira o relatório anual da Anistia Internacional, que dá destaque a abusos em países como Brasil, México e Venezuela.

Guadalupe Marengo, diretora-adjunta do programa para as Américas da Anistia, disse que “a violência contra as mulheres continua sendo sistemática em toda a região”, o que inclui também os Estados Unidos.

“Há novas legislações no México e na Venezuela, mas faltam recursos e vontade política para que se cumpram”, disse ela à Reuters por telefone.

No ano em que se celebra o 60o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, agressões contra ativistas seguem ocorrendo na América Latina.

No México, vários deles foram assassinados como parte da guerra entre quadrilhas de traficantes, que já tem um saldo de 2.500 mortos, segundo o relatório.

Marengo disse que há ataques contra ativistas também no Brasil, na Guatemala, na Venezuela e em países andinos como Peru e Equador, onde defensores do meio ambiente enfrentaram represálias por denunciarem abusos de mineradoras.

O relatório critica também a situação precária da segurança pública na América Latina. “Todos temos o direito de desfrutar a liberdade e a segurança nas nossas vidas. Os Estados têm a obrigação de garantir esse direito”, disse Marengo.

No caso das favelas cariocas, segundo ela, os moradores vivem “aterrorizados” tanto por bandidos quanto por policiais. “As forças de segurança estão ali para proteger, não para aterrorizar”, afirmou.

A Anistia apontou também um aumento nos homicídios com armas de fogo na Venezuela, apesar do controle de armas em vigor no país. Em 2007, foram registrados 9.568 homicídios desse tipo, um aumento de 850.

Quanto a Cuba, a Anistia observa que o regime comunista continua prendendo e intimidando dissidentes, mas demonstra disposição em dialogar e assinar tratados internacionais de direitos humanos.

Com relação aos Estados Unidos, o relatório critica a manutenção de presos sem acesso à Justiça em Guantánamo e o uso da tortura contra suspeitos, além da recusa em assinar tratados internacionais contra essa prática.

“Um país como os Estados Unidos deveria ser um exemplo em direitos humanos para a região”, disse Marengo.

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