BNDES muda regras para apoio no leilão de Jirau

segunda-feira, 28 de abril de 2008 19:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 28 de abril (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) modificou algumas exigências para entrar como sócio no consórcio vencedor do leilão da segunda usina do rio Madeira, Jirau, com leilão previsto para 12 de maio.

Nesta segunda-feira, a Companhia Energética de Minas Gerais (CMIG4.SA: Cotações) anunciou que vai integrar novamente o consórcio Madeira Energia, vencedor do primeiro leilão, formado por Odebrecht e Furnas, única estatal que já está com sua presença garantida na disputa.

Ao todo foram três mudanças em relação ao primeiro leilão, da usina de Santo Antônio, realizado no final do ano passado.

Em comunicado nesta segunda-feira, o BNDES informou que reduziu a exigência do índice de cobertura do serviço da dívida, de 1,3 para 1,2, ou seja, agora o investidor que quiser ter o BNDES como sócio terá que ter 20 por cento de fluxo de caixa e não mais 30 por cento, como ocorreu na usina de Santo Antônio.

Os acionistas terão também o compromisso de manter a conta-reserva com 6 meses do serviço da dívida quando o índice de cobertura do serviço da dívida for inferior a 1,3 e redução para 3 meses de conta reserva quando o índice de cobertura for maior que 1,3.

O investidor poderá também optar entre adotar o sistema Price (sistema com prestações constantes) ao invés de SAC (com prestações variáveis) na amortização do financiamento.

O banco continua limitando a 75 por cento o financiamento do total do investimento e o custo total do financiamento será de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, hoje em 6,25 por cento ao ano) acrescido da remuneração básica do BNDES, de 0,5 por cento ao ano e de taxa de risco de crédito, que poderá variar de 0,46 por cento ao ano a 2,54 por cento ao ano, dependendo da classificação de risco do projeto.

Os juros serão capitalizados durante o período de carência. O prazo de financiamento pode chegar a 25 anos a partir da contratação do projeto, cuja obra tem prazo de entrega previsto para 2013.

A usina de Jirau terá capacidade para gerar 3,3 mil megawatts e junto com Santo Antonio, de 3,150 megawatts, forma o complexo do rio Madeira, maior projeto em licitação atualmente no país.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Camila Moreira)