February 28, 2008 / 2:48 PM / 9 years ago

InBev bate previsões de geração de caixa e triplica dividendo

3 Min, DE LEITURA

Por Philip Blenkinsop

LEUVEN, Bélgica (Reuters) - A InBev, segunda maior cervejaria do mundo em volume, bateu as expectativas do mercado ao divulgar aumento de 16,5 por cento na geração de caixa em 2007 e ao propor aumento de mais de três vezes do dividendo.

A fabricante das cervejas Stella Artois, Beck's e Brahma anunciou que seu Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de 4,99 bilhões de euros, contra média das previsões de 15 analistas ouvidos pela Reuters de 4,90 bilhões de euros.

A InBev, que desapontou investidores pela primeira vez em 10 trimestres no período de julho a setembro, disse que a forte demanda por cerveja no Brasil e a performance na Europa Oriental garantiram a solidez do resultado.

As ações da InBev disparavam 8,3 por cento, a 57,33 euros.

A InBev --formada pela união da belga Interbrew e da brasileira AmBev -- também anunciou que está adaptando sua política de dividendos e removendo o limite máximo de distribuição de 33 por cento do lucro aos acionistas. A empresa está propondo dividendo de 2,44 euros por ação, mais de três vezes o 0,72 euro do ano anterior.

A cervejaria revelou ainda que planeja recomprar até 500 milhões de euros em ações.

A InBev reconheceu problemas na China, onde a companhia tem uma série de joint-ventures, e teve queda de 10,3 por cento no volume de vendas no Reino Unido. A empresa disse que vai tentar reverter as dificuldades nesses mercados.

A InBev disse estar comprometida em elevar sua margem Ebitda, mas não deu previsão. A empresa ressaltou que o forte crescimento no primeiro semestre de 2007 impõe desafios aos primeiros seis meses deste ano pela base de comparação, especialmente no atual trimestre.

Os rivais da InBev têm mencionado aumento nos custos entre 8,5 e 15 por cento este ano e que os preços subiriam entre 2 e 5 por cento se necessário. A InBev disse que vai tentar manter qualquer aumento no preço da cerveja abaixo do nível da inflação.

O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito, disse em entrevista coletiva que a empresa poderia fazer uma grande aquisição se necessário, mas recusou-se a comentar especulações no mercado de uma possível aliança com a norte-americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser.

"Estamos felizes com o nosso tamanho atual", disse ele.

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