Lula acusa oposição de tentar impedir políticas sociais

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 20:02 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou o tom de ataque à oposição ao acusá-la de tentar impedir na Justiça políticas sociais de interesse do povo brasileiro.

Lula referia-se à ação de PSDB e DEM, que entraram na Justiça contra o programa Territórios da Cidadania, que o presidente lançou localmente nesta quinta-feira em Quixadá, no Ceará.

"Eu acho que é importante o povo saber que tem setores da oposição que estão entrando na Justiça para evitar que se faça a política que eles deveriam ter feito quando governaram o Brasil", disse Lula após visita à futura sede do Pólo Universitário de Quixadá, segundo o site da Presidência.

Lula classificou o Territórios da Cidadania de "inovação extraordinária" e refutou a argumentação da oposição de que teria caráter eleitoreiro. A oposição questiona a criação do programa por decreto e uma possível ilegalidade do seu lançamento em ano eleitoral. Em outubro, haverá eleições municipais em todo o país.

"Primeiro, não tem eleição para presidente da República, só em 2010. Eu não poderia estar fazendo campanha", disse Lula, acrescentando que também não tem eleição para governador. "As políticas públicas são do governo federal em parceria com os governos estaduais."

O presidente reafirmou que sua prioridade é com os setores mais pobres da população e que continuará fazendo políticas que os beneficiem.

"Durante muito tempo reinou no Brasil a idéia de alguns partidos políticos que entendiam que não era importante cuidar dos pobres, porque aí os pobres serviam de massa de manobra na mão deles. Eu quero que no meu governo os pobres tenham vez, tenham voz", afirmou.

No discurso de lançamento do programa, no início da semana, Lula já dissera que os 120 Territórios da Cidadania que serão criados servirão "para possibilitar àqueles que não tinham vez começarem a ter, começarem a falar, começarem a gritar e começarem a reivindicar, porque se a gente não fica esperto, os mesmos de sempre continuam a ter acesso ao dinheiro do governo."

(Texto de Mair Pena Neto, Edição de Alexandre Caverni)