28 de Novembro de 2007 / às 22:48 / em 10 anos

Chávez corta relações diplomáticas com a Colômbia

<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, afirmou nesta quarta-feira que n&atilde;o manter&aacute; 'nenhum tipo' de rela&ccedil;&atilde;o com o governo da Col&ocirc;mbia enquanto Alvaro Uribe estiver &agrave; frente do Poder Executivo daquele pa&iacute;s. Foto de pintura de Ch&aacute;vez em Caracas, 28 de novembro. Photo by Reuters (Handout)</p>

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que não manterá “nenhum tipo” de relação com o governo da Colômbia enquanto Alvaro Uribe estiver à frente do Poder Executivo daquele país. A crise diplomática entre os dois países começou após a decisão de Uribe de suspender a mediação de Chávez por uma troca humanitária de prisioneiros com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“Enquanto o presidente Uribe for presidente da Colômbia eu não terei nenhum tipo de relação, nem com ele nem com o governo da Colômbia”, disse Chávez durante a inauguração de uma unidade educacional no Estado fronteiriço de Táchira.

Chávez não especificou o alcance de sua decisão, embora tenha afirmado no fim de semana que colocaria “no congelador” as relações com o país vizinho, com o qual a Venezuela uma fronteira de 2.219 quilômetros.

A situação gerou temores entre empresários de ambos os países, já que Chávez havia dito previamente que as relações comerciais seriam afetadas.

Chávez ressaltou que seu colega mentiu e utilizou um argumento ilegítimo para finalizar seu papel de conciliador junto às Farc, o que ofendeu a dignidade da Venezuela.

Já Uribe alega que Chávez foi além de suas funções ao contatar diretamente um general do alto comando colombiano.

Esta é a maior disputa entre os dois vizinhos desde que, em 2005, entraram em crise diplomática devido à detenção irregular na Venezuela do chamado chanceler das Farc, Rodrigo Granda.

O militar venezuelano reformado, que na véspera classificou Uribe de “triste peão do império”, por sua relação com os Estados Unidos, informou que as negociações abortadas com as Farc estavam a ponto de dar os primeiros resultados com a libertação de alguns sequestrados.

Por Fabián Andrés Cambero

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