Escassez de derivados de petróleo na China dá impulso ao etanol

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 12:38 BRST
 

Por Niu Shuping

PEQUIM, 29 de novembro (Reuters) - A grave escassez de derivados de petróleo na China está servindo de incentivo aos fabricantes de biocombustíveis do país a aumentar a produção, elevando os preços do milho apesar da expectativa de colheita recorde neste ano, disseram traders na quinta-feira.

A China enfrenta a pior crise de combustível do país nos últimos quatro anos, provocada parcialmente pelos preços recordes do petróleo CLc1 como insumo e pelo controle estatal dos preços de produtos refinados, o que levou as refinarias a reduzirem o volume de processamento.

A escassez provocou racionamento de combustível e filas em muitos dos postos de abastecimento administrados pelas estatais petroleiras PetroChina (0857.HK: Cotações) e Sinopec (0386.HK: Cotações). Muitos postos independentes interromperam as operações ou pediram por um aumento nos preços por conta da baixa oferta.

Como resultado, muitas usinas pequenas de etanol retomaram as atividades, com outras novas entrando no mercado, de acordo com autoridades da indústria, acrescentando mais de 800 mil toneladas do combustível para abastecer as províncias produtoras de milho do nordeste chinês, particularmente em Heilongjiang e Jilin.

"A demanda por etanol é forte com os preços do petróleo subindo cada vez mais. E temos muitas notícias sobre escassez de diesel", disse um gerente de uma trading internacional.

"Esta onda de aumento de preços do milho foi provocada pelas usinas de etanol. Elas continuam procurando milho", disse o trader de grãos, baseado em Pequim.

Os preços internos do milho subiram mais de 10 por cento neste mês, atingindo uma nova máxima, com os preços na província de Guangdong, no sul, mostrando alta de 20 por cento, para 2.100 iuanes (284,3 dólares) por tonelada.

Pequim liberará mais de 2 milhões de toneladas de milho para aliviar a elevação dos preços e ajudar os fabricantes de ração, em particular os do sul do país, disseram fontes da indústria.   Continuação...