AGENDA POLÍTICA-Lula lança PAC em três favelas do Rio

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 18:30 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem visita prevista ao Rio de Janeiro na sexta-feira para lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em três favelas da cidade: Rocinha, Alemão e Manguinhos.

As obras de urbanização nas três favelas, que custarão 900 milhões de reais, estão previstas para começar em março e causaram controvérsia em relação a questões de segurança. A Secretaria de Segurança do Rio chegou a anunciar o uso de blindados das Forças Armadas para transportar e proteger os policiais que farão a segurança dos operários durante as obras.

Lula tem dito que as obras vão ser feitas sem a presença das Forças Armadas e excesso de segurança. O presidente afirma que as obras trarão dignidade para a população, que sabe da importância dos projetos e também vai trabalhar durante a urbanização.

As favelas que serão atingidas pelo PAC enfrentam sérios problemas de violência e a polícia do Rio informou que traficantes dos complexos do Alemão e de Manguinhos estavam se instalando em outros locais para escapar do reforço da segurança durante as obras do PAC.

No Congresso, três temas vão dominar os debates na próxima semana. A CPI mista dos cartões corporativos, a votação do Orçamento da União e o andamento da proposta de reforma tributária.

Na CPI, permanece o impasse entre oposição e governo para ocupar os postos de comando. Depois das pressões de opositores que levaram o PMDB a ceder a presidência para o PSDB, o PT passou a reivindicar o cargo. Até então os petistas ficariam com a relatoria.

Na tentativa de por ordem na discussão, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que espera a indicação dos integrantes da comissão até terça-feira, caso contrário fará ele mesmo as indicações.

A proposta orçamentária de 2008 deve ir ao plenário do Congresso na quarta-feira, mas o PSDB pode usar de manobra para tentar suspender recursos dirigidos a diferentes projetos do governo, aprovados na quinta-feira na comissão mista. O partido vê irregularidades, negadas pelos dirigentes da comissão.

Na Câmara dos Deputados, o projeto de reforma tributária deve começar a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve indicar a constitucionalidade das propostas apresentadas pelo governo nesta semana.   Continuação...