29 de Setembro de 2008 / às 12:29 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Incertezas persistem e BC prevê inflação mais alta

(Texto atualizado com mais informações do relatório)

Por Renato Andrade e Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 29 de setembro (Reuters) - O Banco Central elevou suas projeções para a inflação em 2008 e 2009, sugerindo que o ciclo de aperto do juro deve ser mantido, apesar da crise financeira mundial que promete derrubar a expansão econômica global.

Ao mesmo tempo, o BC revisou, para cima, sua estimativa de crescimento para a economia brasileira neste ano.

De acordo com o Relatório de Inflação do terceiro trimestre, divulgado nesta segunda-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano com alta de 6,1 por cento. No relatório do segundo trimestre, a projeção do BC era de um avanço de 6,0 por cento.

Para 2009, o BC estima uma inflação de 4,8 por cento, também acima da projeção anterior, que era de 4,7 por cento.

Apesar da desaceleração da economia mundial e a queda recente dos preços das commodities, o BC ainda vê riscos para a inflação no país, o que justificaria a piora em suas estimativas.

Um dos fatores que preocupa o BC é a valorização do dólar frente a outras moedas.

"Em princípio, a desaceleração mais intensa da economia mundial e o recuo dos preços das commodities poderiam contribuir para mitigar as pressões inflacionárias. Por outro lado... o aprofundamento da crise financeira tem sido acompanhado de depreciação de várias moedas nacionais frente ao dólar norte-americano, o que tende a gerar pressões inflacionárias fora dos Estados Unidos", afirmou o BC no documento.

O governo estabeleceu para 2008, 2009 e 2010 uma meta de inflação de 4,5 por cento, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Até agosto, o IPCA acumulava uma alta, em 12 meses, de 6,17 por cento.

ATIVIDADE FORTE

O Banco Central voltou a destacar em seu relatório de inflação o descompasso entre o ritmo de expansão da economia brasileira e o da oferta.

Para o BC, os sinais continuam evidenciando um "desempenho robusto" da atividade econômica do país, o que justificaria, por um lado, o conservadorismo em relação ao comportamento da inflação, mas, por outro, uma melhora da estimativa de crescimento do país.

De acordo com os cálculos do BC, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve registrar uma taxa de expansão de 5,0 por cento, levemente acima dos 4,8 por cento projetados no relatório anterior.

"O aumento da estimativa (do PIB) reflete melhora generalizada das projeções, seja considerada a ótica da produção ou da demanda", afirmou o BC no documento.

Edição de Alexandre Caverni

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