RPT-Rio pode ter força-tarefa para garantir eleições

terça-feira, 29 de julho de 2008 07:09 BRT
 

(Repete matéria publicada na véspera)

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO, 29 de julho (Reuters) - O poder público tomará medidas contra a ingerência do tráfico de drogas e de milícias no processo eleitoral do Rio de Janeiro, assegurou na segunda-feira o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto.

Discute-se a possibilidade da criação de uma força-tarefa integrada pela Polícia Federal e pela Força Nacional de Segurança para atuar na campanha eleitoral do Rio.

Britto e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, Roberto Wider, terão uma reunirão na quarta-feira, em Brasília, quando discutirão um plano de ação.

"Na quarta-feira, o presidente do TRE do Rio fará um levantamento do que houve e vai sugerir providências eficazes, que serão tomadas", declarou Ayres Britto a jornalistas depois de discutir o assunto com o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

No último sábado, repórteres e fotógrafos dos jornais O Globo, Jornal do Brasil e O Dia, que acompanhavam o candidato a prefeito Marcelo Crivella (PRB), na Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, foram ameaçados por homens armados com fuzis.

Os fotógrafos registraram traficantes armados com fuzis e metralhadoras e foram obrigados a apagar as imagens. A delagacia da Penha abriu inquérito para apurar o caso e o delegado Felipe Antônio disse que os traficantes poderão ser indiciados por formação de quadrilha e porte ilegal de armas.

O TRE do Rio tem recebido sucessivas denúncias de candidatos que estão sendo impedidos de fazer campanha em favelas e comunidades carentes do Estado por determinação de traficantes e milicianos.

Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a Força Nacional de Segurança Pública pode ser acionada se houver um pedido formal da Justiça Eleitoral ou do governo do Rio.   Continuação...