Nippon Steel e outros acionistas consideram ações da Usiminas

quinta-feira, 29 de maio de 2008 08:18 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - A Nippon Steel e outros acionistas da siderúrgica brasileira Usiminas vão avaliar o exercício de direito de compra de ações da companhia a serem vendidas pela Vale, informou uma fonte à Reuters na quinta-feira.

A Vale anunciou na semana passada que venderá sua participação de 5,89 por cento com direito a voto na Usiminas, controlada pela Nippon Steel, porque se opõe à estratégia de expansão da empresa para produção de minério de ferro e por conta de crescimento lento das operações com aço.

A mineradora brasileira possui 9,91 milhões de ações da Usiminas, avaliadas em 912 milhões de reais segundo o fechamento do papel na quarta-feira, a 91,8 reais.

"Discutiremos entre os acionistas, baseado no acordo de acionistas, a compra das ações depois de tomarmos conhecimento sobre as condições da venda", informou a fonte.

A Nippon Steel planeja usar a Usiminas, na qual tem participação de 23 por cento, como um trampolim para expansão nos mercados dos Estados Unidos, Europa e da África e está apoiando a companhia em seu plano de 5,7 bilhões de dólares para aumento de capacidade que deve ampliar a produção de aço bruto em pelo menos 25 por cento até 2010.

O grupo siderúrgico japonês e a Usiminas também planejam construir um forno de 3 milhões de toneladas de aço por ano a um custo estimado de 2,7 bilhões de dólares.

Um grupo de acionistas japoneses --Nippon Usiminas, Nippon Steel e Mitsubishi Corp -- detém participação com direito a voto de 24,7 por cento na companhia brasileira. Um grupo formado por Votorantim e Camargo Correa possui 23,1 por cento. Eles podem usar direitos de preferência na aquisição das ações da Vale.

A Nippon Steel detém 51 por cento da Usiminas.

O presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli, afirmou na quarta-feira que a Usiminas deveria liderar o crescimento da indústria siderúrgica do Brasil, mas está um pouco lenta nessa estratégia.

Agnelli, que dirige a maior produtora de minério de ferro do mundo, também criticou decisão da Usiminas de investir na commodity, que segundo ele aconteceu em detrimento do crescimento da produção de aço.