IGP-M mais do que dobra, mas fica no piso das previsões

quinta-feira, 29 de maio de 2008 08:55 BRT
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - Maiores pressões de custos no atacado elevaram a inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) em maio para o maior nível desde dezembro, mas o dado ficou no piso das previsões do mercado.

O indicador subiu 1,61 por cento, ante elevação de 0,69 por cento em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

Analistas consultados pela Reuters projetavam uma leitura de 1,77 por cento, de acordo com a mediana de 25 estimativas, que variaram de 1,61 a 1,90 por cento.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,01 por cento neste mês, contra variação positiva de 0,65 por cento no anterior.

O IPA agrícola registrou avanço de 2,29 por cento em maio, depois de cair 1,19 por cento em abril. O IPA industrial acelerou a alta para 1,91 por cento, ante 1,37 por cento no mês passado.

As maiores altas individuais de preços foram de arroz em casca (30,80 por cento), minério de ferro (11,76 por cento), bovinos (3,57 por cento), óleo diesel (5,19 por cento) e adubos e fertilizantes (7,47 por cento).

O movimento da maioria desses itens reflete as cotações internacionais das commodities, que têm se mostrado bastante elevadas. No caso do diesel, o aumento decorre de um reajuste doméstico.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,68 por cento, ante taxa de 0,76 por cento em abril. "A principal contribuição no sentido descendente partiu do grupo Habitação, com destaque para o item tarifa de eletricidade residencial", que caiu 2,02 por cento, disse a FGV em nota.   Continuação...