Crédito total no país atinge 35,9% do PIB em março

terça-feira, 29 de abril de 2008 13:02 BRT
 

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - A taxa média de juros cobrada dos tomadores finais subiu ligeiramente em março e o Banco Central admite que os financiamentos poderão ficar ainda mais caros nos próximos meses.

Ainda assim, o volume de crédito teve crescimento expressivo no mês passado, atingindo o maior nível desde janeiro de 1995, e a inadimplência caiu.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu para 37,6 por cento ao ano em março, frente a 37,4 por cento em fevereiro, informou o BC nesta terça-feira. No período, o spread bancário --diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes-- caiu para 25,4 pontos percentuais, ante 26 pontos no mês anterior.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, afirmou que, caso as projeções do mercado para a Selic permaneçam em alta, poderá haver novas elevações das taxas para as famílias e empresas.

"Evidentemente que, se as expectativas forem nessa linha, de elevação de taxas (de captação), você pode ter ainda algum impacto na taxa final, dada a elevação do custo de captação", disse Lopes a jornalistas.

Dados parciais de abril, contudo, mostram o aumento de captação está sendo absorvido pelos bancos com uma redução do spread. Até o dia 15 deste mês, a taxa média de juros para o tomador final estava em 37,4 por cento.

IMPACTOS SAZONAIS

As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro somaram 992,7 bilhões de reais em março, o equivalente a 35,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) --maior nível desde os 36,8 por cento registrados em janeiro de 1995.   Continuação...