September 29, 2008 / 8:36 PM / in 9 years

ATUALIZA-Enquanto Bovespa desaba, Mantega vê situação "normal"

3 Min, DE LEITURA

(Texto atualizado com mais comentários do ministro)

BRASÍLIA, 29 de setembro (Reuters) - Enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo registrou mais de 9 por cento de queda e o dólar saltou 6 por cento frente ao real, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a situação no país "é bastante normal".

Em entrevista na portaria da sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, Mantega reafirmou que o governo segue "acompanhando" os desdobramentos da crise financeira internacional, que teve mais um capítulo nesta segunda-feira, com a rejeição, pela Câmara dos Deputados dos EUA, do pacote de ajuda para Wall Street proposto pelo governo Bush.

"Estaremos acompanhando os acontecimentos, as consequências que essa situação possa ter em relação ao Brasil. Mas eu posso dizer que a situação é bastante normal no Brasil", afirmou o ministro.

O otimismo do ministro contrastava com os dados dos mercados financeiros brasileiro.

O Ibovespa .BVSP, principal indicador da bolsa paulista, fechou em queda de 9,36 por cento, segundo dados preliminares, depois de ter recuado mais de 10 por cento, forçando a interrupção dos negócios por 30 minutos. Na volta, o índice chegou a cair quase 14 por cento.

Foi a maior perda diária em quase uma década.

O dólar registrou uma valorização de 5,99 por cento frente ao real, a maior desde janeiro de 2002, fechando a 1,964 real para venda, maior valor desde setembro do ano passado.

Na avaliação de Mantega, o Congresso norte-americano ainda vai aprovar o pacote de socorro para Wall Street, o que deve aliviar o cenário internacional.

"Até lá, nós temos que estar preparados e atentos para responder às questões que se colocam para a economia brasileira", disse o Ministro.

Mantega reconheceu que "falta um pouco de crédito em dólar", mas isso não estaria impedindo o setor exportador brasileiro de funcionar.

"Embora haja esses problemas.... a economia está funcionando normalmente. O mercado doméstico está bem. As empresas estão sólidas. Os bancos brasileiros estão sólidos. E o governo estará a postos para responder", afirmou.

Reportagem de Ana Nicolaci da Costa; Texto de Renato Andrade; edição de Alexandre Caverni

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