29 de Agosto de 2008 / às 16:36 / 9 anos atrás

CONSOLIDA-Consumidor gasta menos nos EUA, mas confiança melhora

Por Mark Felsenthal

WASHINGTON, 29 de agosto (Reuters) - A renda pessoal nos Estados Unidos caiu inesperadamente em julho e os gastos ajustados pela inflação diminuíram, à medida que os efeitos do estímulo governamental se dissiparam. Mas a confiança do consumidor melhorou em agosto, num sinal de que a economia norte-americana pode superar os problemas.

A renda pessoal recuou 0,7 por cento no mês passado, maior queda desde agosto de 2005, quando o furacão Katrina atingiu o país, informou nesta sexta-feira o Departamento de Comércio. Analistas esperavam estabilidade da renda.

Ao mesmo tempo, a forte alta dos preços levou a inflação ao maior nível em 17 anos, erodindo o já reduzido poder de compra da população. Os gastos do consumidor, que correspondem a cerca de dois terços da atividade econômica, subiram 0,2 por cento --variação em linha com o esperado e a menor desde fevereiro.

Os gastos ajustados pela inflação tiveram baixa de 0,4 por cento, maior queda desde junho de 2004 e segunda redução mensal consecutiva.

Mas a confiança do consumidor atingiu em agosto o maior patamar em cinco meses --mostrando, com a ajuda da desaceleração dos preços de energia, uma recuperação inesperada dos níveis muito baixos em que vinha aparecendo.

O índice Reuters/Universidade de Michigan subiu de 61,2 em julho para 63,0, maior nível desde março.

"Os consumidores certamente estão preocupados com o emprego e o mercado imobiliário, mas a queda dos preços da gasolina deu algum alívio e estamos vendo esse alívio representado nos vários índices de confiança", disse Lynn Reaser, economista-chefe do Bank of America Capital Management, em Boston.

ESTÍMULO MENOR

Ian Shepherdson, economista da High Frequency Economics, em Nova York, avaliou que, "com o efeito da restituição de impostos mais ou menos terminado sobre o consumo, achamos que o pior ainda está por vir para os consumidores".

O governo devolveu 13,7 bilhões de dólares em impostos no mês passado --cerca de metade do que havia sido entregue em junho. Até o final de julho, 90 bilhões de dólares foram restituídos como parte do esforço para colocar 107 bilhões de dólares extras nas mãos dos consumidores neste ano.

Os preços ao consumidor subiram 0,6 por cento no mês passado, levando o índice de preços com gastos pessoais de consumo para uma alta de 4,5 por cento em termos anuais --maior resultado desde fevereiro de 1991.

A maior parte da alta foi provocada pelo aumento dos preços de energia e alimentos. Mas, mesmo excluindo esses componentes, os preços tiveram alta de 0,3 por cento em relação a junho e de 2,4 por cento em relação ao ano anterior --a maior desde fevereiro de 2007.

Outros relatórios mostraram que a atividade no Meio-Oeste dos EUA se expandiu em agosto a uma taxa mais forte que o esperado, por causa do salto nas novas encomendas, e que a economia da cidade de Nova York se retraiu pelo terceiro mês.

O índice de condições empresariais do ISM-Chicago subiu de 50,8 em julho para 57,9 em agosto. Economistas projetavam 50,0, bem na linha que separa retração de crescimento.

O índice de condições empresariais do NAPM-Nova York aumentou de 38,5 em julho para 45,3.

Reportagem adicional de Burton Frierson e Pedro Nicolaci da Costa em Nova York e Ros Krasny em Chicago

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