Na China, Rice pede medidas contra o Zimbábue

domingo, 29 de junho de 2008 16:32 BRT
 

Por Susan Cornwell

PEQUIM (Reuters) - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, pediu neste domingo que a China e outras potências mundiais tomem medidas contra o Zimbábue, ao passo que o ministro das Relações Exteriores chinês não se comprometeu com possíveis sanções autorizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Zimbábue tem figurado na pauta internacional de discussões durante a passagem de Rice pela Ásia, juntamente com questões sobre o Irã e Coréia do Norte.

O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu sanções e afirmou que irá solicitar medidas na ONU, incluindo embargo de armas, contra o que ele chamou de governo ilegítimo do Zimbábue.

Rice pressionou Pequim para que o governo chinês apóie tais medidas.

"Agora é o momento da comunidade internacional agir fortemente, mas estamos fazendo consultas sobre as medidas que podem ser tomadas", disse Rice a repórteres depois de reunião com o ministro das Relações Exteriores da China, Yabg Jiechi.

"Faz sentido negar ao governo do Zimbábue os meios para promover a violência contra seu próprio povo", acrescentou.

Como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto às decisões do órgão, e parceira de longa data do governo cada vez mais isolado do presidente Robert Mugabe, a China pode ter um papel importante na formação de uma resposta internacional aos eventos do Zimbábue.

Yang afirmou que seu governo quer ajudar a resolver a crise, mas não afirmou até que ponto irá ficar ao lado de Washington na ONU.

"A China, como país responsável, terá uma papel construtivo no processo", disse Yang a repórteres.

A China estava entre os países que apoiou a declaração unânime do Conselho de Segurança de que é impossível realizar uma eleição livre e justa no Zimbábue por conta da violência e restrições à oposição.