ATUALIZA-Brasil não planeja usar nova linha do FMI por enquanto

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 19:48 BRST
 

(Texto reescrito com mais informações e comentários do representante brasileiro no FMI)

Por Ana Nicolaci da Costa

BRASÍLIA, 29 de outubro (Reuters) - O Brasil saúda a nova linha de crédito do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar mercados emergentes, mas não vê necessidades de acessar os recursos neste momento, afirmou o representante do país no FMI nesta quarta-feira.

O Fundo aprovou um financiamento emergencial de curto prazo para economias emergentes em uma tentativa de ajudá-los a enfrentar a crise de crédito global.

"O Brasil estava defendendo um novo instrumento de liquidez, mas não porque precisa", afirmou à Reuters Paulo Nogueira Batista, que representa o Brasil e outras oitos nações latino-americanas e caribenhas no FMI.

Perguntado se o Brasil irá buscar os recursos, ele afirmou: "Eu não sei, eu acho que não. Não, o Brasil tem uma posição forte e então, eu não acho que precisará disso".

O pacote do FMI estará disponível para um grupo pré-aprovado de países com economias bem encaminhadas, que poderão obter até cinco vezes o volume de sua cota no FMI.

O plano foi lançado por diretores da América Latina na diretoria do FMI, que têm pressionado por novos programas de empréstimos projetados especificamente para as necessidades das economias emergentes.

Batista afirmou que o pacote não é exatamente o que o Brasil estava esperando. "A proposta brasileira era que a linha não tivesse um limite pré-determinado. Então, a quantidade disponível para o país teria que ser definida caso a caso segundo as necessidades", afirmou.

O Brasil também defendia uma linha de empréstimos de longo prazo. "Nós queríamos uma linha de 1 ano a um ano e meio", acrescentou Batista.

O país pagou sua dívida com o FMI em 2005, dois anos antes da data limite.