Governo adia leilão de Jirau para aumentar disputa

terça-feira, 29 de abril de 2008 17:02 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro adiou para o dia 19 de maio o leilão da segunda usina do rio Madeira, Jirau, em Rondônia, que seria realizado em 12 de maio, informou nesta terça-feira a assessoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo a assessoria do Ministério de Minas e Energia, o pedido de adiamento por uma semana foi feito pela Eletrobrás, que ainda está acertando detalhes dos consórcios que serão compartilhados entre a iniciativa privada e suas subsidiárias Eletronorte, Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) para participar do leilão.

Até o momento, apenas o consórcio liderado pela Odebrecht e Furnas, do qual participa também a Companhia Energética de Minas Gerais, havia confirmado a participação no leilão.

"O objetivo é aumentar a concorrência do leilão para beneficiar o consumidor", explicou um assessor do ministério.

A usina hidrelétrica de Jirau terá capacidade instalada de 3,3 mil megawatts e deve gerar 1,906 mil megawatts médios a partir de 2013. O projeto está orçado em cerca de 10 bilhões de reais.

Com o adiamento, as inscrições para o evento, que venceriam nesta terça-feira, poderão ser feitas até 12 de maio, informou a Aneel. As garantias serão depositadas no dia 14 de maio.

O treinamento da sistemática do leilão ocorrerá no dia 15 de maio. A Aneel não soube informar o motivo do adiamento.

Até o momento, apenas o consórcio liderado pela Odebrecht e Furnas, do qual participa também a Companhia Energética de Minas Gerais, havia confirmado a participação no leilão.

O presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, afirmou em entrevista recente que o seu consórcio apresentaria uma oferta baixa, assim como fez no primeiro leilão do rio Madeira, para venda da concessão da usina de Santo Antônio, no qual saiu vencedor.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, também afirmou nas últimas semanas que a tendência do leilão de Jirau era de ter uma tarifa menor do que a de Santo Antônio, que ficou 35 por cento abaixo do preço inicial do leilão, ou 78,90 reais o megawatt-hora.