Bancos centrais injetam mais dinheiro com piora da crise

segunda-feira, 29 de setembro de 2008 08:58 BRT
 

Por Jan Dahinten and Krista Hughes

CINGAPURA/FRANKFURT, 29 de setembro (Reuters) - O Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu (BCE) se juntaram a autoridades asiáticas ao injetarem mais dinheiro no setor bancário nesta segunda-feira. O objetivo foi persuadir os bancos a retomarem os empréstimos interbancários à medida que a crise do setor se espalha para a Europa.

Com o fim do trimestre aumentando as tensões no mercado aberto, o BCE anunciou que tornará uma outra leva de fundos disponíveis por 38 dias para bancos da zona do euro e que deixará o dinheioro disponível até pelo menos o começo de 2009.

O Banco da Inglaterra informou que oferecerá 40 bilhões de libras em fundos de três meses na segunda-feira, em um esforço para melhorar as condições do mercado da libra esterlina, depois de um final de semana marcado por colapso de bancos na Europa e de negociações nos Estados Unidos para selar o resgate de 700 bilhões de dólares.

O Banco do Japão acrescentou 1,5 trilhão de ienes (14,2 bilhões de dólares) ao seu sistema bancário, no nono dia consecutivo de injeção de dinheiro, enquanto o Reserve Bank da Austrália injetou 2,7 bilhões de dólares australianos (2,2 bilhões de dólares) para possibilitar a continuação de empréstimos realizados entre bancos.

O grupo financeiro Fortis FOR.BR foi forçado a aceitar uma injeção de 11,2 bilhões de euros (16,4 bilhões de dólares) pelos governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo depois de negociações com o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, para previnir que o contágio da crise financeira engolfasse um dos maiores 20 bancos da Europa.

Na Grã-Bretanha, o governo nacionalizou a companhia de empréstimos hipotecários Bradford & Bingley BB.L e vendeu suas agências e depósitos para o banco espanhol Santander (SAN.MC: Cotações).

E na Alemanha, a empresa de empréstimos hipotecários Hypo Real Estate HRXG.DE fechou um acordo de última hora com um grupo de bancos para obter crédito para resolver problemas de refinanciamento.

"O fato de que as principais instituições européias estão caindo ilustra o quão longe a crise bancária está chegando, e ainda não há sinais de que podemos deixar esse episódio para trás", disse Padhraic Garvey, estrategista do ING.