Luizianne e Moroni mantêm liderança na disputa em Fortaleza

terça-feira, 29 de julho de 2008 18:01 BRT
 

Por Clara Guimarães

FORTALEZA (Reuters) - Na disputa pela prefeitura de Fortaleza, a prefeita candidata à reeleição Luizianne Lins (PT) e o Moroni Torgan (DEM) estão empatados na liderança com 27 por cento, mostrou pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada pela TV Jandeiro nesta terça-feira.

A petista cresceu um ponto em relação à pesquisa anterior, quando tinha 26 por cento, enquanto Moroni desceu três pontos. Já Patrícia Saboya (PDT) subiu dois pontos passando de 21 por cento para 23 por cento.

Os três candidatos que lideram a disputa se movimentaram dentro da margem de erro, que é de 3,7 pontos percentuais. Esta foi a segunda pesquisa de intenção de voto do instituto para as eleições municipais em Fortaleza em que foram ouvidas 700 pessoas entre os dias 25 e 26 de julho.

A novidade foi a simulação de segundo turno, que não havia sido realizada no levantamento anterior. Patrícia Saboya ganharia tanto de Moroni Torgan, por 48 a 38 por cento, quanto de Luizianne, por 50 a 36 por cento. Já Moroni vence Luizianne por 46 a 40 pontos percentuais.

O índice de rejeição permaneceu quase inalterado. Patrícia Saboya praticamente não enfrenta rejeição por parte do eleitor. Tem agora 6 por cento, frente aos 4 por cento da pesquisa anterior.

Luizianne segue liderando o ranking de rejeição com 30 por cento contra os 33 por cento obtidos na outra pesquisa, seguida de Moroni com 24 por cento, que manteve o percentual.

Para o cientista político e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Francisco Moreira, como as variações permaneceram dentro da margem de erro, servem mais para a estratégia das legendas.

"A campanha na verdade não saiu do chão e de fato a campanha só vai deslanchar quando começarem as propagandas de rádio e TV", opina Moreira. O horário político tem início em 19 de agosto.

Moreira acha precipitada qualquer avaliação sobre segundo turno. Por outro lado, afirma que os números servem "apenas como um dado para orientar os partidos. Esse resultado da Patrícia, por exemplo, só reforça um viés de crescimento de sua candidatura", observa.

Para o professor, o mais preocupante é o índice de rejeição de Luizianne Lins. "Governo sempre tem o ônus da rejeição", disse.