CVM diz que não pode se manisfestar sobre caso de VCP/Aracruz

sexta-feira, 29 de agosto de 2008 14:41 BRT
 

SÃO PAULO, 29 de agosto (Reuters) - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está analisando a operação que pode resultar na fusão da Votorantim Celulose e Papel VCPA4.SA com a Aracruz ARCZ6.SA, mas não irá tomar nenhuma medida prévia por considerar que ainda não houve nenhuma operação oficial.

"A configuração da operação ainda não está clara, por isso a CVM não pode tomar nenhuma atitude", disse a presidente da CVM, Maria Helena Santana, a jornalistas.

No início do mês, a VCP anunciou a compra de ações ordinárias da Aracruz, em poder da Arapar S.A., que integra o bloco de controle da empresa, no primeiro passo concreto da Votorantim em direção à fusão das duas companhias.

Maria Helena adiantou que a CVM deve editar no próximos dias um parecer de orientação, determinando algumas normas de conduta que administradores de empresas devem obedecer nos casos de incorporação de empresas controladas, afim de evitar conflitos de interesses entre controladores e minoritários. "Esse assunto está no topo de nossa lista de prioridades".

Outra norma que deve vir a público no próximo mês é a proposta de reforma da instrução número 202, que vai definir níveis diferenciados de companhias abertas e do registro para ofertas públicas de ações.

"A idéia é que haja maior agilidade na aprovação dos registros, especialmente para emissores com grande exposição no mercado e para colocações privadas", disse.

Por fim, a presidente da CVM adiantou que o orgão regulador está planejando mudanças nas regras para empresas que quiserem listar BDRs na Bovespa. Segundo Maria Helena, a ocorrência de problemas com empresas que listaram recentemente na bolsa exige que o regulador adote normas adicionais para aperfeiçoar o mercado.

"Mas a CVM está tomando cuidado para não tornar a regulação pesada demais", disse.

(Por Aluísio Alves; Edição de Renato Andrade)