Petrobras negocia com Total unificação de campo na Bolívia

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 17:49 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras está em negociações com a francesa Total para unificar os campos de gás natural que as duas companhias exploram na Bolívia, San Alberto e Itau, afirmou o gerente-executivo da Petrobras para o Cone Sul, Décio Oddone.

Segundo ele, o campo de Itau, da Total, fica ao Norte de San Alberto, e as reservas das duas áreas seriam interligadas. O executivo não esclareceu como seria feita a unificação ou quem seria o proprietário do local.

"Num processo de debate anos atrás na Bolívia foi aprovado um projeto de integração que determina que quando você tem duas áreas contínuas, ou seja, o mesmo reservatório no mesmo bloco de produção, deve se encontrar um maneira de otimização da produção", explicou Oddone a jornalistas durante seminário de energia.

"Até hoje não foi provado que é o mesmo reservatório, mas começamos a conversar com a Total desde 1999. Não estamos comprando o bloco e não vamos comprar", fez questão de frisar Oddone.

O governo boliviano vem tentando convencer empresas estrangeiras a aumentarem a produção de gás naquele país. Na semana passada, o ministro de hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, se reuniu no Brasil com o ministro interino de Minas e Energia brasileiro, Nelson Hubner, e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para pedir mais investimentos.

No início de novembro, uma nova reunião com a Petrobras está agendada em La Paz.

Apesar de não ter problemas no curto prazo, a Bolívia teme que sem investimentos e com o aumento da demanda interna, não haja gás suficiente para atender o mercado doméstico e ao mesmo tempo o contrato de 30 milhões de metros cúbicos que precisa enviar diariamente ao Brasil, até 2019.

O executivo admitiu que a Petrobras poderá voltar a investir na Bolívia, além dos recursos destinados à manutenção da operação da estatal brasileira no país vizinho.

"A Bolívia regularizou os contratos de exploração e produção em maio. A partir de então, as condições na Bolívia voltaram a se normalizar, e à medida que as condições se normalizam, e as regras de atuação são estabelecidas e estáveis, permite que possamos avaliar novos investimentos", disse Odonne.   Continuação...