November 29, 2007 / 12:55 PM / 10 years ago

Resultado fiscal supera meta para o ano em R$10,7 bi

4 Min, DE LEITURA

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - A economia feita pelo setor público brasileiro para o pagamento de juros foi recorde para o mês em outubro e contribuiu para o país superar em mais de 10 bilhões de reais a meta fiscal para o ano de 2007, mostraram dados do Banco Central nesta quinta-feira.

Apesar desse desempenho favorável, impulsionado por receitas tributárias crescentes, a dívida líquida subiu no mês, impactada pelo efeito da valorização do real sobre os ativos cambiais do governo, em particular as reservas internacionais.

O superávit primário foi de 15,347 bilhões de reais em outubro, frente a um superávit de 10,466 bilhões de reais há um ano.

O resultado ficou acima da mediana das estimativas de analistas consultados pela Reuters, que indicava um superávit primário de 11,85 bilhões de reais.

No acumulado de 2007, o superávit primário somou 106,570 bilhões de reais, ante uma meta de 95,9 bilhões de reais para todo o ano.

"A expectativa é de cumprimento da meta, podendo ficar ligeiramente acima", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes a jornalistas, lembrando que a sazonalidade é desfavorável para as contas nos últimos dois meses do ano.

Ele afirmou que tradicionalmente o resultado fiscal de novembro tende a cair por um aumento sazonzal de despesas e, em dezembro, o país registra déficit primário por conta do pagamento de metade do 13o salário a aposentados, pensionistas e funcionalismo público.

Juros Recordes

Os encargos com juros somaram 15,875 bilhões de reais em outubro, valor recorde para o mês, e somaram 135,238 bilhões de reais no acumulado do ano, maior valor para o período desde o início da série do BC, em 1991.

No mês passado, as perdas com os contratos cambiais de swap somaram 2 bilhões de reais.

A apreciação do real no mês, de 5,16 por cento segundo o BC, também contribuiu para a elevação da dívida líquida do país, um dos indicadores acompanhados com mais atenção por investidores.

A dívida subiu para 43,7 por cento do Produto Interno Bruto em outubro, ou 1,132 trilhão de reais, frente a 43,5 por cento do PIB em setembro.

No período, a apreciação cambial contribuiu para um crescimento de 11 bilhões de reais do endividamento, na medida em que ativos cambiais do governo, em particular as reservas internacionais, se desvalorizaram na moeda nacional.

Em outubro o país registrou um déficit nominal de 528 milhões de reais, o mais baixo para o mês desde outubro de 1994 (de 254 milhões de reais).

Todos os segmentos do setor público encerraram outubro com superávit primário. O governo central --que inclui governo federal, BC e INSS-- registrou saldo primário positivo de 10,018 bilhões de reais. Os Estados e os municípios tiveram superávit de 3,043 bilhões de reais, enquanto as empresas estatais fizeram uma economia para pagamento de juros de 2,287 bilhões de reais.

Em 12 meses encerrados em outubro, o superávit primário ficou em patamar equivalente a 4,23 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Edição de Alexandre Caverni

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